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Jockey

Barolo é o ganhador do 83º GP Brasil 22/06/2015

Waldomiro Blandi, o popular “Manivela”, veio de Cidade Jardim para dar brilhante condução ao ganhador e também colocar seu nome em letras garrafais na lista dos jóqueis ganhadores da icônica prova


Barolo, montado por W. Blandi, cruza a faixa final do GP Brasil disputado em grama pesada

Fazendo jus ao nome de batismo Barolo – um vinho produzido no norte da Itália – mostrou que quanto mais velho melhor. Se aos três anos o castanho encontrou o fantástico Bal A Bali no país e chegou a ameaçá-lo algumas vezes, hoje, aos quatro anos, quase aos cinco, mais experiente e no auge de sua forma, Barolo fez como o grande rival e escreveu para sempre seu nome na história ao vencer, de forma brilhante, o 83º Grande Prêmio Brasil (G1). A carreira mais importante do turfe nacional, foi disputada em 2.400 metros, pista de grama pesada e atração central da grande jornada deste domingo, 21 de junho.

O treinador de Barolo é o consagrado, respeitado, admirado e querido por todos os profissionais, proprietários, criadores e membros da imprensa turfística, o carioca Venâncio Nahid. Agora, tricampeão da carreira – Flying Finn (Stud Numy) – 1990; e Velodrome (Haras Dar-El-Salam) – 2005 – e dono de 2.719 vitórias em sua gloriosa carreira, Venâncio Nahid mostrou que o trabalho duro e a paciência com o PSI podem acarretar em resultados inesquecíveis.

Waldomiro Blandi, o popular “Manivela”, veio de Cidade Jardim para dar brilhante condução ao ganhador e também colocar seu nome em letras garrafais na lista dos jóqueis ganhadores da icônica prova. Mostrando a conhecida energia e um cálculo de percurso perfeito, Blandi ajudou a encurtar o caminho de Barolo até o disco. Conjunção perfeita entre um grande cavalo e um belíssimo piloto.

O Haras Santa Rita da Serra, de Afonso Burlamaqui, um apaixonado e grande investidor do turfe, brilhou intensamente no domingo. Após ganhar a milha com um cavalo de sua criação, o 3 anos Capitólio (Stud Santa Rosa de Lima), o Santa Rita da Serra colocou a “cereja no bolo”, levando com Barolo, um animal de sua criação e propriedade a prova maior do turfe nacional pela 1ª vez.

Sem as presenças de Perfectly Associat (Haras Santa Rita da Serra) e Famous Acteon (Stud H&R), quinze competidores alinharam na seta da milha e meia e tiveram excelente largada. O voluntarioso Delírio saiu na frente, seguido por Mitologico, Caballo de Hierro, Desejado Music, José Cuervo, Billy Girl, Leme Norte, Aston Martin, Barolo, Champion Star, Paint Naif, Concilium, Haraquiri e Quinhão. Sempre com Caballo de Hierro em seu encalço, Delírio mostrava o caminho aos adversários. Do tordilho até o pequeno Quinhão, pouco mais de dez corpos. Caballo de Hierro, fazendo força desde a partida, mostrava que na reta seria adversário de peso, mas ainda era Delírio o líder. Barolo buscava melhorar e já era posicionado aberto, para encontrar caminho livre. Concilium também progredia.

Na hora da verdade do 83º GP Brasil, rapidamente Caballo de Hierro dominou a situação. Delírio esmoreceu. Concilium surgiu com grande ação. Barolo apresentou-se pronto para lutar pela glória. Caballo de Hierro não teve como conter o ímpeto de Concilium, o primeiro a dominar, e de Barolo, que assim como no São Paulo 2015, dava forte impressão de vitória. Só que no Hipódromo da Gávea, local em que realizaou a maioria de suas performances, Barolo “falou mais alto” e, exigido por Blandi, dominou Concilium nos últimos metros para conseguir o enorme triunfo. Concilium, em grande atuação, formou a dupla. Como Quiera, Quinhão e Caballo de Hierro completaram o placar remunerado.

Na sua quarta vitória, a 1ª nobre e logo no páreo mais importante do país, Barolo garantiu sua inscrição na Breeders’ Cup Turf (G1), a ser realizada em 2.400 metros, grama, no Hipódromo de Santa Anita Park, no mês de novembro. Um filho de Northern Afleet e Offshore, por Vettori, Barolo parou os cronômetros em 2min34s48. (JCB) Clique aqui e confira o vídeo da prova.


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