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Neuromarketing para os jogos de azar 29/07/2016

Que tal utilizar as técnicas de neurociências para analisar e atrair clientes na área de iGaming?


NeuroMarketing-iGamingBrasil © Photo by iGamingBrasil

Daniela Bernardes Loyola O'Connor (*)

O grande nível de concorrência no setor empresarial tem levado empresas a se aprofundar e analisar o comportamento de seus clientes. Além de desenvolver pesquisas de grupos, utilizam desde instrumentos manuais até os mais modernos tais como: tomografias, equipamentos de ressonância magnética, entre outros, para identificar as partes do cérebro envolvidas na decisão de compra de seus consumidores e ao mesmo tempo medir seu impacto na decisão da escolha final de um produto.

Por meio destas análises complexas, os especialistas em Neurociência tendem a projetar uma estratégia mais abrangente e eficaz de mercadologia, incluindo o processo de compra e consumo como um novo ramo do marketing conhecido como neuromarketing.

Para entender os conceitos básicos do cérebro é necessário saber como o mesmo é organizado e como é estimulado. De acordo com os estudos deixados pelo neurocientista americano Paul D. MacLea, que foi pioneiro neste assunto, foram questionados e argumentados que o nosso cérebro tem três divisões: o primeiro é incumbido por responder a questões de sobrevivência, regular comportamentos instintivos (involuntários) e emoções primárias, como a fome, temperatura corporal, desejos sexuais, necessidades fisiológicas, etc. O segundo é o que nos permite ficar com raiva, alegres, ou seja, expressar as nossas emoções. E o terceiro é conhecido como Neocórtex, que nada mais é, o nosso centro de raciocínio, pensamentos e funções cognitivas, como por exemplo, a nossa linguagem.

Segundo pesquisas de outros especialistas, muitas vezes pensamos que as nossas decisões são 100% racionais, porém na verdade, nós tomamos muitas das nossas decisões emocionalmente, e em seguida paramos para racionalizar com o nosso 'córtex' sobre a ação tomada.

Com relação aos jogos de azar, existem muitas motivações para pratica-los, no geral, alguns procuram iGaming por puro entretenimento, com o intuito de sair da rotina, exercitar a memória e descontrair com os games criativos. Contudo, obviamente existem outras razões para a busca dos jogos online, e tudo vai depender da realidade, personalidade e objetivo de cada indivíduo.

Os sites com foco em iGaming, devem trabalhar de acordo com o perfil de cada cliente, pois todos eles têm uma necessidade diferente, assim como desejos e até mesmo didáticas distintas para lidar com a internet, uma vez que os jogos são virtuais.

Atualmente o setor de Marketing tradicional neste segmento procura mostrar as características e benefícios dos produtos (jogos), mas nem sempre conhece o seu consumidor.

Vale a pena ressaltar que, é fundamental para a indústria de jogos de azar online, apresentar também experiências, não só aqueles que obtiveram bons resultados, e sim os que ainda buscam em ser contemplados.

No geral, é obscuro revelar a 'insatisfação' dos apostadores, por não vencer, mas, é primordial mantê-los cientes dos pros-e-contras neste sistema, pois somente assim eles terão uma certa confiança em acreditar nos serviços oferecidos pelo portal e isso ira motiva-lo a voltar sempre.

A inclusão de blogs dentro dos sites especializados em iGaming é uma boa pedida, pois é uma forma da empresa interagir com os clientes, não usando apenas as plataformas tradicionais com chats (bate-papo), social media entre outros. É certamente uma vantagem e um grande diferencial no mercado, em especial, se as informações forem além de claras, disponíveis com cenários, pois o jogador (player) brasileiro é muito visual e valoriza questões práticas e objetivas.

No entanto, descobrir o que exatamente o nosso público procura e gosta é mais que essencial e sim uma forma de fidelizar laços. Seguramente é uma estratégia de e-Marketing que servirá como uma boa maneira de melhorar a imagem negativa que ainda o setor carrega para algumas gerações.

(*) Daniela Bernardes Loyola O'Connor é Formada e Pós-Graduada em Administração Hoteleira, tem Mestrado em Gestão de Serviços. É blogueira especialista em Mídias Sociais e RH Digital na Europa e Brasil e veiculou o artigo acima na Rede Catraca.


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