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Cidades do Sul de Minas se animam com possível reativação dos cassinos 02/08/2016

Projeto de lei que pode trazê-los de volta tramita na Câmara e no Senado. Municípios como Caxambu, Lambari e Poços de Caldas aguardam


Sem autorização para funcionar, alguns cassinos como o de Caxambu viraram hotéis. Cassino de Lambari funcionou por apenas uma noite, em 1911

Um projeto de lei, que tramita na Câmara Federal e no Senado, tem deixado moradores de cidades turísticas do Sul de Minas sonhando com a volta dos cassinos. Proibido no Brasil desde 1946, eles eram atrativos em algumas cidades da região. Com a proibição dos jogos de azar, os cassinos foram fechados e muitos estabelecimentos acabaram se transformando em hotéis.

A expectativa é que municípios como Caxambu (MG), Lambari (MG) e Poços de Caldas (MG) revivam a época de ouro dos jogos. O objetivo do projeto é a geração de empregos e impostos. A lei ainda está sendo muito debatida e a previsão é que ela seja aprovada até o ano que vem.

O texto discutido no congresso traz algumas exigências que estão sendo questionadas pelas cidades que já tiveram cassinos. Uma delas fala sobre a grande estrutura de lazer com 500 dormitórios que deve ser oferecido pelo estabelecimento.

“Eu gostaria que fosse uma lei menos restritiva. Tivesse menos reserva de mercado, pra que resgatasse a tradição de cassinos na nossa região e que também garantisse um futuro melhor pra economia local”, alega o presidente da Associação Comercial de Caxambu, Luydi Alfredo de Carvalho.

Uma das cidades que comemora o projeto é Caxambu, que chegou a ter oito cassinos. Os estabelecimentos atraiam para a cidade turistas dispostos a gastar e se divertir. Dinheiro que movimentava toda a região. O município é detentor de um dos hotéis cassinos mais antigos do país. O prédio inaugurado em 1892, viveu tempos de luxo na época da jogatina, onde funcionou por cerca de 50 anos. Com a proibição dos jogos de azar, muita coisa mudou no município.

“Caxambu se restringiu muito com a proibição do jogo, principalmente os funcionários que perderam o emprego e a profissão”, disse José Perez Gonzales, gerente do antigo hotel cassino.

Em Lambari, o cassino funcionou apenas uma noite em 1911. De lá pra cá, o espaço já passou por sete reformas. A última custou quase R$ 9 milhões. Mas hoje, nada funciona no local que serve apenas como peça decorativa na cidade.

“Tem condições pra receber o turismo e pode ser aberto para convenções, pra salas de cinema, de áudio, restaurantes, mas como não temos condição de manter, temos que estar com ele fechado”, explica a presidente da associação de turismo do município Liane Ferreira Kroph.

Já em Poços de Caldas, o retorno do cassino é visto como mais um atrativo para o turismo local.

“Poços tem diversos atrativos, não depende só dos cassinos como foi naquela época, mas é claro que tudo é muito bem-vindo, desde que seja muito bem feito e muito bem fiscalizado”, conta a diretora de Turismo de Poços de Caldas, Rose Lino.

(Veja o vídeo da reportagem no G1 Sul de Minas)


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