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Curiosidades

A sorte de Ernesto Geisel 17/11/2003

No livro Ditadura derrotada - O Sacerdote e o Feiticeiro, o jornalista Elio Gaspari conta que a sorte da família do ex-presidente Ernesto Geisel mudou quando seu pai, Augusto Geisel, ganhou na loteria em 1919.
O prêmio correspondia a 10 anos de salários de um trabalhador de classe média. Segundo Gaspari, Ernesto Geisel guardou pelo resto da vida, até os 87 anos, o número do milhar do bilhete premiado com 100 contos de réis: 5852.
Abaixo um trecho do livro: ''Em 1920, por influência de seus irmãos Orlando e Henrique, matriculados no Colégio Militar de Porto Alegre, (Ernesto Geisel) decidiu ir para o Exército. Fez a escolha numa época em que poderia ter contado com a ajuda do pai para tentar uma profissão civil''.
''Augusto Geisel melhorara de vida. Amália era professora primária. Bernardo, filho mais velho, custeava seus estudos de química em Porto Alegre, trabalhando no correio. Além de ter menos despesas, o pai conseguira um aumento da receita.
Tinha o hábito de arriscar a sorte comprando bilhetes de loteria e, em julho de 1919, o milhar 5852 deu-lhe cem contos de réis, dinheiro suficiente para cobrir os gastos de uma família como a sua por mais de dez anos. Até investir a pequena fortuna numa mata de pinhais, onde haveria de perdê-la, Augusto passou por um período de bonança financeira''.
''Aos 87 anos, Geisel sabia de memória o número do bilhete do pai''.
Fonte: JB