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Os discutidos benefícios do jogo de azar

03/07/2005

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O jogo de azar, em todas as suas formas, goza de inveestimentos cada vez maiores. As apostas na Internet têm  aumentado, especialmente nos últimos tempos. Em 27 de junho, a PartyGaming, a empresa proprietária da principal página da web de pôker on-line do mundo, esperava sair pela primeira vez na bolsa, ofeerecendo  23% de suas ações na Bolsa de Londres.

As estimativas do valor da companhia, flutuam, porém segundo uma reportagem na Reuters de 15 de junho, a venda de ações poderá alcançar  2.100 milhões de dólares. Esta quantidade é menor  do que originalmente se pensou, devido aos temores sobre a legalidade do jogo on-line nos Estados Unidos.

A Reuters contava que a PartyGaming, fundada em 1997, nas horas de máxima conexão, tem mais de 70.000 pessoas conectadas.
Um editorial de 6 de janeiro no Christian Science Monitor dava alguns dados sobre o aumento do jogo on-line. Em 1996, 30 páginas webs ganharam apenas 30 milhões de dólares em apostas. No ano passado, isto havia crescido até as 1.600 páginas webs, somando as apostas, cerca de 7.000 milhões de dólares. Pensa-se que aumentará até  9.800 milhões este ano. 

A lei que rege tais páginas não está claramente definida nos Estados Unidos, e em qualquer caso, as empresas poden operar no estrangeiro. Até agora, as propostas apresentadas ao Comitê de Atividades Bancárias do Senado dos Estados Unidos, de impor regras mais rígidas, não deram em nada. Isto talvez se deva, em parte, observava  editorial do Christian Science Monitor, aos mais de 9 milhões de dólares em contribuções, até o ano passado, aos fundos, tanto do Partido Democrata como do Republicano. 

O jogo, em geral, e não só na Internet, está no auge. Na Inglaterra, o montante anual da indústria do jogo alcançou, no ano passado  78.000 milhões de libras (141.000 milhões de dólares), segundo um editorial de 4 de junho do periódico Guardian. Também subiram as perdas dos jogadores, até 8.700 milhões de libras (15.800 milhões de dólares) no ano passado ou, em média, 400 libras (727 dólares) por cada pessoa.

Os italianos também são cada vez mais dados a apostar. O diário La Stampa informava em 3 de dezembro passado que, no final de  2004, se esperava que os italianos houvessem apostado 23.100 milhões de euros (27.900 milhões de dólares) em jogos de propiedade do governo. Estes jogos incluem loterias e apostas de futebol e corridas de cavalos. A quantidade equivale a 2% do Produto Interno Bruto  do país.
Dinero contante
Os goverernos são os miores beneficiários do aumento do jogo. No Canadá, por exemplo, um artigo do Globe and Mail de 6 de janeiro, observava que os lucros dos jogos de propepriedade do governo haviam superado os 11.800 milhões de dólares canadenses (9.500 milhões de dólares) no ano dev 2003, quatro vezes más que em 10 anos.

Porém os custos com saúde e  sociais do jogo são também grandes. O jornal afirmava que alguns estimam que de 200 a 400 suicídios ocorridos no Canadá estavam realacionados com problemas de jogo. E mesmo que os recursos governamentais de outras atividades potencialmente danosas, como o cigarro ou o alcool, diminuiram pelas restrições na publicidade, no Canadá, o Estado mesmo gasta quantidades consideráveis, em promover o jogo. 
Nos Estados Unidos, alguns governos estaduais dependem cada vez mais dos recursos do juego, observaa em 31 de março o New York Times.

Custos sociais 
Estão prestando mais atenção aos recursos associados ao jogo. Em estudo feito por Edward Morse,  professor de direito na  Escola Universitária Creighton de Direito, em Omaha, Nebraska, e seu colega Ernest Goss, descubriroam que a chegada de um cassino a uma cidade pode aumentar a renda local devido aos postos de trabalho que cria.
Depois de levar vários anos operando em cassinos, as falências pessoais aumentam  2% ao ano, em comparação com as cidades que não têm cassinos. O estudo, que examinava dados de 1990 a 2002, concluía que quando os cassinos ficam um tempo num local e se abrem em outras cidades instalações competidoras, o número de turistas cai e, ao mesmo tempo, o número de jogadores problemáticos aumenta. 

No ano passado foi  publicada uman detalhada anále do impacto econômico do jogo nos Estados Unidos, no livro «Gambling in America: Costs and Benefits» (o Jogo na América: Custes e Benefícios) (Cambridge University Press). O autor, Earl Grinols, um professor de economia da Universidade de Illinois,  seguiu de perto a indústria do jogo durante muitos anos.

Para começar, indicava que o processo de aprovação do jogo pelas comissões governamentais ou os comitês legislativos podem ter defeitos, com uma carência de análises detalhadas sobre a projeção de custos e benefícios das novas instalações. E quem tem muito dinheiro em jogo, tem um grande interesse, na hora de fazer as  propostas, de apresentar uma visão parcial dos benefícios do jogo. 

O processo de aprovação, pode também distorcer-se devido à muita pressão da indústria do jogo. Grinols cita, entre outros exemplos, como uma vez no Texas 74 pessoas se dispuzeram a pressionar os legisladores a favor de uma proposta para extender o juego. Entre 1991 e 1996, a indústria do jogo pagou mais de 100 milhões de dólares em doações aos legisladores e gastos do grupos de pressão.

Quanto à questão dos benefícios econômicos criados pelos cassinos, Grinols observa que não é  suficiente somente contar com o número de postos de trabalho criados. Estes são só um fator de desenvolvimento econômico, afirma. De fato os  novos postos de trabalho em um cassino só compensam os negócios próximos que ficam prejudicados, como os restaurantes.
O  autor do livro conclui que, é necessário investigar mais; os jogos de cassino «não superam o exame de custe e benefício por uma ampa margen». Algo que há que ter presente quando os governos, famintos de  dinheiro , se propem a ampliar o jogo.
Zenit (Itália)