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Pandemia fechou os bares e os jovens portugueses rumaram aos cassinos

08/09/2020

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Cassinos negam ser alternativa para os jovens e falam em quebras na afluência

A pandemia da Covid-19 obrigou o fechamento de bares e discotecas, contudo os cassinos continuam abertos até às 3h ou 4h da manhã, constituindo assim uma alternativa para a possível vida noturna dos jovens, que agora se reúnem neste tipo de espaços, segundo o ‘Jornal de Notícias’.

De acordo com a publicação a pandemia alterou o ambiente habitualmente vivido. “O ambiente é menos pesado, há menos jogadores, menos chineses – em tempos, os principais clientes – e mais miudagem”, afirma uma cliente do cassino da Póvoa do Varzim, citada pelo ‘JN’.

Segundo os cassinos, a afluência não aumentou, pelo contrário. Existe uma menor permanência das pessoas à medida que as horas vão passando, devido ao uso da máscara.

O grupo Estoril Sol, que detém cassinos em Lisboa e no Estoril, garante que não há mais jovens nestes locais e o grupo Solverde, com espaços no Algarve, Espinho e Chaves, fala mesmo numa quebra de 50% na afluência. “Admito que para algumas pessoas até poderemos ser uma alternativa, mas não é algo massivo”, afirma Susana Saraiva, responsável pelo departamento de Marketing do Casino da Póvoa do Varzim, indicando que não só há menos pessoas no espaço, como ficam menos tempo “devido ao uso de máscara”.

Os proprietários dos bares não consideram justo não poderem funcionar ao contrário dos cassinos. Hugo Cardoso, da Associação Portuguesa de Bares, Discotecas e Animadores, alerta para o perigo de os jovens se “enfiarem nos cassinos” num “incentivo ao jogo”. “Recentemente, fui à Figueira da Foz jantar e apetecia-me beber um copo. Fui ao cassino, cheguei à porta e estava uma fila de jovens, parecia uma discoteca”, explica. (Com Executive Digest e Observador)