Home Loteria Prêmios no Brasil são menores do mundo.
< Voltar

Prêmios no Brasil são menores do mundo.

07/06/2004

Compartilhe

Área social do governo já recebeu mais de R$ 400 milhões das loterias em 2004. Apesar de tão cobiçados, os prêmios brasileiros estão entre os menores do mundo, pagando pouco mais de 30% da renda líquida ao ganhador. Segundo a assessoria da Caixa Econômica Federal, não há como aumentar essa porcentagem, pois, descontadas as despesas operacionais, a prioridade da loteria é o investimento na área social.
O primeio sorteio de que se tem notícia no Brasil ocorreu em 1784, em Vila Rica (atual Ouro Preto), em Minas Gerais. Realizada com nove mil pequenos papéis dobrados, a renda revereu-se na construção da primeira Cadeia de Vila Rica. Hoje, permanece o vínculo com o social.
Em quatro anos, programas sociais do governo receberam R$ 6 bilhões de recursos advindos das oito modalidades lotéricas, que destinam cerca de 48% de seu faturamento para programas de segurança, educação e cultura. No primeiro trimestre deste ano, mais de R$ 401,6 milhões já foram destinados à área social.
Em 2003, este valor chegou a um total de R$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 300 milhões a mais do que o arrecadado no ano anterior. No Ceará, a arrecadação em 2003 foi de R$ 53 milhões, o que resultou em mais de R$ 25 milhões repassados aos projetos sociais do governo federal.
Segundo a instituição, a arrecadação tem o seguinte destino: Fundo Nacional da Cultura (3%), Comitê Olímpico Brasileiro (1,7%), Comitê Para-Olímpico Brasileiro (0,30%), Imposto de Renda Federal (13,80%), Seguridade Social (32,20%), Financiamento Estudantil (7,76%), Fundo Penitenciário Nacional (3,14%), despesas de custeio e manutenção de serviços (20%), tarifa de administração (10%), comissão dos lotéricos (9%) e Fundo Desenvolvido das Loterias (1%).
Só o Fies, por exemplo, recebeu R$ 249,5 milhões em 2003 advindos das lotéricas. Atualmente, cerca de 200 mil alunos nas universidades particulares são beneficiados com créditos educativos financiados por recursos lotéricos. Agora, a Caixa Econômica estuda a possibilidade de criar uma modalidade para beneficiar exclusivamente o programa Fome Zero.

Os prêmios que são prescritos também acabam indo para os cofres do Fies. O prazo para o ganhador requisitar o prêmio é de 90 dias. Curiosamente, nos últimos cinco anos, o Fies recebeu R$ 239 milhões graças a ganhadores que não foram atrás dos milionários e cobiçados prêmios.

Diário do Nordeste (CE) – Mônica Lucas