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Presidente da CNBB critica abertura de bingos e caça-níqueis.

10/05/2004

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O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e arcebispo de Salvador, capital da Bahia, Dom Geraldo Majella Agnelo, criticou nesta quinta-feira (6) a possibilidade da reabertura dos bingos e da exploração dos caça-níqueis no país.
"Vejo com grande preocupação que os bingos e os caça-níqueis possam ser reabertos porque acredito que estes jogos não são passatempos saudáveis e inofensivos, como algumas pessoas insistem em afirmar", disse.Dom Geraldo também criticou a posição dos senadores que nesta quarta-feira (5) votaram contra a Medida Provisória que proibia os jogos no país. Ele acredita que a atitude dos parlamentares pode vir a ser utilizada para legitimar a legalização de outros jogos de azar no país. "Receio que isso possa ocorrer e peço que o povo brasileiro não se refugie nesses jogos. Também peço que os nossos senadores não fiquem indiferentes aos problemas sociais do país, que podem ser agravados por causa desses jogos de azar", afirmou.O presidente da CNBB também questionou o argumento dos empresários do setor que usam a geração de emprego para justificar a reabertura dos bingos. "Os empregos não podem fazer bem apenas a quem será empregado, mas também à sociedade. Caso contrário, poderíamos usar o mesmo argumento para regulamentar a prostituição. Isso mostra que nem tudo que é lícito é moral", garantiu.
Dom Pedro Fedalto O arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Curitiba, Dom Pedro Fedalto, afirmou que ficou chocado com a posição dos senadores. "Bingos inofensivos são os organizados pelo grupo da terceira idade ou os paroquianos, que não têm fins lucrativos. Não acredito que estas casas de jogos que lembram suntuosos castelos sejam passatempos inofensivos", defendeu.Para Dom Pedro faltou empenho dos senadores para aprovar a proibição definitiva dos jogos no país. "Eles prejudicam a população porque a maioria perde ali seu salário e sua dignidade. Eu não entendo como os senadores puderam votar a favor do bingo quando o próprio presidente e a população são contra ele", disse.Agência Estado do ParanáOutra Opinião da Igreja.Ontem, a Igreja Católica sugeriu a liberação do ”jogo salutar”. Segundo dom Demétrio Valentini, presidente da Caritas Brasileira, uma organização da CNBB, é necessária uma lei ”clara”, impondo limites entre a jogatina e o ”bingo passa-tempo”. – Uma máquina ”caça-níquel” é muito diferente de uma cartela de bingo beneficente, que em muitos casos promove a solidariedade. (Fonte: Jornal do Brasil)