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Profissionais de poker vencem supercomputador em maratona de 13 dias

13/05/2015

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Não foi desta vez que a Inteligência Artificial superou a humana. Depois de uma maratona de partidas entre um supercomputador e quatro poker pros durante 13 dias – sendo a máquina ‘Claudico’ contra um por vez -, o Homem pensou melhor nas 80 mil mãos jogadas totais registradas.

Durante os dias, os jogadores profissionais Douglas Polk, Bjorn Li, Dong Kim e Jason Les enfrentaram a inteligência criada pela CMU (Universidade de Carnegie Mellon) em jogos de um contra um (heads-up) de US$ 50/US$ 100, na modalidade No Limit Hold’em. O computador chegou a abrir vantagens esporádicas, mas, ao final da maratona, os humanos lucraram US$ 732.713.

Apesar do montante ser dinheiro sem valor real (play money), cada jogador recebeu um prêmio de US$ 25 mil da Microsoft e do Rivers Casino, cassino onde aconteceram as disputas.

Apesar da derrota do computador, seus criadores estão satisfeitos com o resultado, já que o programa desenvolvido para a ‘Claudico’ tem a capacidade de melhorar aprendendo com os erros. Para o professor Tuomas Sandholm, da CMU, o poker é um exemplo de uma situação de tomada de decisões a partir de informações incompletas.

"O Claudico perdeu para profissionais de alto nível, mas sendo esta uma estatística equilibrada, trata-se de uma conquista e tanto".

Para o professor, as disputas foram equilibradas porque a soma das apostas é de mais de US$ 170 milhões, mas os jogadores ficaram "apenas" US$ 730 mil positivos no total. No entanto, acredita-se que os jogadores tenham ido "bem demais" para uma partida equilibrada. De acordo com o PokerFuse, a chance de um oponente de mesmo nível vencer o outro em uma proporção dessas é de menos de 5%.

Ainda assim, os criadores da máquina comemoram o fato do protótipo ‘Claudico’ ter apresentado uma melhora exponencial em relação ao seu antecessor, ‘Tartanian7’.

No começo da maratona, o professor Sandholm lembrou, em comunicado à imprensa, que o experimento com ‘Claudico’ faz parte da tentativa de trazer soluções aplicáveis nos negócios, na medicina – como em planos sequenciais mais sofisticados contra doenças -, na segurança digital e funcionamento de aeroportos – onde máquinas poderiam incorporar um sistema capaz de manter uma margem de segurança mesmo com falta de informação.

‘Claudico’ tem capacidade de aprender com as jogadas que perde, da mesma forma que o ‘Cepheus’, um supercomputador criado pela Universidade de Alberta, no Canadá, revelado no começo deste ano pelos seus criadores.

Desenvolvido para heads-up de Texas Hold’em com limite (modalidade "clássica" do jogo, com aposta limitada), o ‘Cepheus’ jogou contra si por dois meses em um esquema de seis bilhões de mãos de poker por segundo, criadas a partir de 4 mil CPUs.

O resultado da maratona de jogo do ‘Cepheus’ foi uma máquina que experimentou mais mãos do que toda a humanidade e formou uma consciência capaz de tomar decisões que levam em conta o arrependimento de mãos "mal jogadas". (SuperPoker)