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Psiquiatria do HC discute dependência e compulsão.

04/06/2003

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Todo mundo conhece alguém que é viciado em sexo, em internet, em compras, em comida, em prática esportiva e até em trabalho. Essas dependências e compulsões são comuns e antigas, mas só agora começam a ser discutidas abertamente.
Tanto é que o Grupo de Estudos de Álcool e Drogas (Grea) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas realiza sábado a “Jornada Novas Dependências: Sexo, Internet, Jogo e Outras”. O evento é aberto a qualquer pessoa, mas o público alvo dos organizadores são os psiquiatras, psicólogos e estudantes da área de saúde.
“De um tempo para cá, os médicos da área começaram a tomar conhecimento e a estudar mais sobre o assunto”, explica o médico André Malbergier, coordenador do Grea. Segundo ele, muitas pessoas não aceitam e não vêem o problema como uma doença passível de tratamento, mas simplesmente como um descontrole emocional ou “jeito de ser” da pessoa. “Em geral, todas essas compulvidades e dependências começam na fase de adolescência e somente depois de sete a dez anos é que a pessoa procura ajuda”, diz Malbergier.
Ano passado, o número de pacientes atendidos no ambulatório do Grea chegou a 3.900. “Todos os tipos de dependência estão crescendo a cada dia, mas o chamado jogo patológico cresceu muito, principalmente a partir do aparecimento dos bingos.”
Segundo o Grea, aproximadamente 4% da população mundial não exerce controle sobre o jogo e sobre a internet.
Diário de São Paulo