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Receita Federal destrói 565 caça-níqueis em BH e Uberlândia.

30/09/2004

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Cerca de mil máquinas de caça-níqueis e placas eletrônicas do equipamento foram destruídas nos dois últimos dias em Belo Horizonte, Uberlândia, no Triângulo, e Varginha, no Sul de Minas. O material faz parte de apreensões em estabelecimentos comerciais e depósitos, feitas pela Receita Federal, juntamente com a polícia, este ano.

Desde 1999, foram apreendidas 30 mil máquinas e 20 toneladas de peças em todo o Brasil. Os trabalhos de repressão começaram com a Instrução Normativa 126, que proibiu a importação das máquinas.

Na manhã de ontem, foram destruídas 469 máquinas no aterro sanitário de Belo Horizonte, na BR-040, saída para Brasília. Em Uberlândia, a destruição de 96 máquinas, 192 placas de caça-níquel, além de 149 mil maços de cigarros e 6 mil CDs piratas também ocorreu no aterro sanitário da cidade. Os donos de caça-níqueis podem responder a processo por sonegação fiscal e contravenção.

Na terça-feira, 125 máquinas foram destruídas em Varginha, no Sul de Minas. “O responsável pelo material responde a processo por contrabando e decretamos a pena de perdimento. Em seguida fazemos a representação ao Ministério Público por crime de contrabando”, afirmou a superintendente da Receita em Minas, Leda Domingos, acrescentando que as operações são sistemáticas. “É um trabalho diário. Apreendemos hoje, e outras aparecem amanhã. É muito importante a participação da sociedade para denunciar as irregularidades”, afirmou a superintendente.

JOGOS DE AZAR

Das 30 mil apreensões ocorridas de 1999 a 2003 no País, cerca de 7,5 mil ocorreram em Minas. Só no ano passado, foram apreendidas em todo o Brasil mais de 9 mil máquinas de videopôquer, videobingo, caça-níqueis e outras programadas para a exploração de jogos de azar, além da retenção de 7 toneladas de peças para montagem dos equipamentos, principalmente placas eletrônicas e gabinetes. A Receita Federal aguarda autorização judicial para destruir outras 6 mil máquinas recolhidas em diversos estabelecimentos comerciais do Estado.

Jornal Estado de Minas (MG) – Gislene Alencar