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Sands China ainda é quem mais fatura

16/03/2016

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No mês passado, a Sands China voltou a chamar a si a maior fatia do mercado do jogo do território, segundo dados recolhidos por analistas do Deutsche Bank.

A Sands China arrecadou em fevereiro 24,6% das receitas brutas dos cassinos de Macau, seguindo-se a Galaxy Resorts com 22,4%, a Sociedade de Jogos de Macau – SJM com 20,2%, a Melco Crown com 14,5%, o Wynn com 10,9% e a MGM com 7,4%, revelam os dados do Deutsche Bank, citados tanto pelo jornal Tribuna de Macau, quanto pelo portal GGR Asia.

O “ranking” mantém o alinhamento de janeiro elaborado pela Sanford Bernstein com base em dados providenciados pelas concessionárias de jogo.

Em relação ao mês passado, a Sands China, o grupo Galaxy Entertainment, a SJM e a Wynn aumentaram as suas quotas do mercado do jogo em 1,4 e 0,4 pontos percentuais,  respectivamente, as duas primeiras, e em 1,1 pontos as outras duas. Já a Melco Crown e a MGM perderam quota de mercado (menos 2,2 e menos 1,8 pontos percentuais, respectivamente).

As receitas do jogo em Macau estão em queda desde junho de 2014 e em 2015 foram menos 34,3% do que no ano anterior.

Em fevereiro, as receitas chegaram aos 19.521 milhões de patacas, menos 0,1 por cento face ao período homólogo do ano passado. Esta foi porém a queda mais baixa desde junho de 2014.

Segundo dados divulgados pelo Jornal Tribuna de Macau, em fevereiro só SJM e MGM continuaram a ver as suas receitas cair, em comparação com o mesmo mês de 2015 (menos 12,5% e menos 17,8%, respectivamente). As restantes operadoras arrecadaram mais receitas, o que aconteceu pela primeira vez desde junho de 2014.

A Wynn foi a operadora que mais viu crescer as suas receitas em fevereiro (26%), seguindo-se a Sands China (5,3%) e a Galaxy (4%), registra o mesmo jornal.

A queda de 0,1% das receitas totais dos cassinos em fevereiro vai ao encontro de previsões da generalidade dos analistas, que veem 2016 como o “ano de estabilização” do setor do jogo no território.

Foi o caso de Aaron Fischer, que antecipou, no início do ano, que os cassinos de Macau iriam fechar fevereiro, mês das festividades do Ano Novo Lunar, com um crescimento de zero por cento.

Para todo o ano de 2016, o analista da consultora asiática CLSA afirmou esperar um crescimento de 1%, prevendo que as receitas voltem a cair nos próximos meses para depois recuperarem no segundo semestre.

Macau contava, no final do ano passado, com 5.957 mesas de jogo e 14.578 ‘slot machines’ distribuídas por um universo de 36 cassinos.

Com o jogo a constituir a principal alavanca de Macau, a diminuição das receitas dos cassinos conduziu à queda do Produto Interno Bruto (PIB) em 20,3% no ano passado. Para 2016, o Governo de Macau prevê nova queda do jogo e, por conseguinte, das receitas públicas, mas continua a esperar fechar o ano com um superávit de 18,2 bilhões de patacas.

A confirmar-se a previsão do orçamento da região para este ano, os impostos diretos sobre o jogo cairão 16,6% em 2016. (Ponto Final – Macau)