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Segmento do jogo VIP de Macau “pode ter mudado permanentemente”

28/05/2015

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"O segmento VIP pode muito bem ter mudado permanentemente, mas o segmento de massas não está assim tão mau", disse William Scott, presidente da MGM Ásia-Pacífico

"O segmento VIP pode muito bem ter mudado permanentemente, mas o segmento de massas não está assim tão mau", disse William Scott, presidente da MGM Ásia-Pacífico, durante a edição deste ano da feira de jogo G2E Asia.

No primeiro trimestre deste ano, as receitas dos cassinos de Macau caíram 36,6% para 64,7 mil milhões de patacas (7,62 mil milhões de euros), com o jogo VIP, dos grandes apostadores, a contrair 42%.

"Toda a gente sabia que o crescimento explosivo não podia durar para sempre. [No entanto,] quando os empreendimentos de Cotai [zona de caesinos entre as ilhas da Taipa e Coloane] foram projetados, há cinco anos, ninguém antecipou a queda no mercado de Macau", disse Scott, referindo-se aos 11 meses de quedas consecutivas das receitas dos cassinos, numa altura em que todas as operadoras de jogo preparam a abertura de novos projetos na região chinesa.

Ainda assim, o diretor executivo garantiu que a empresa se encarregou de "aprimorar os projetos para garantir que se adaptam ao atual cenário". "Tudo vai correr bem", assegurou.

Trata-se de ir ao encontro da vontade do Governo Central, comentou. Scott, que vive em Pequim há cinco anos, não acredita que o Governo chinês seja contra o jogo, mas quer vê-lo dominar menos a economia de Macau.

"Se o jogo fosse fundamentalmente contra a política chinesa, não o autorizariam num dos seus territórios. Os chineses gostam de jogar e não há nada de errado nisso, desde que o façam de forma responsável. Não é um pecado, não é um vício. O que querem é uma oferta mais vasta em Macau, além do jogo. Querem artes e cultura (…), querem um desenvolvimento sustentável para Macau", explicou.

Apesar de defender que a China aceita o jogo – mesmo que Macau seja o único território chinês onde este é autorizado em cassino – o responsável da MGM aconselha à "discrição" neste momento.

"Esta não é uma boa altura para mostrar riqueza no contexto de jogo, na China. Este é um tempo para ser mais reservado", comentou.

Questionado pelos jornalistas no final da conferência, Scott garantiu que não há qualquer intenção por parte da MGM de vender os seus investimentos na MGM China.

"A MGM não tem qualquer intenção de vender. Estamos totalmente empenhados, estamos a gastar três mil milhões de dólares num resort, passámos os últimos quatro ou cinco anos a investir em Macau e na China. Vender os investimentos que temos em Macau? Acho que o oposto é mais verdadeiro, a MGM gostava de aumentar o investimento na MGM Macau", afirmou. (Notícia Minuto a Minuto)