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Senador de MT defende legalização dos jogos de azar no Brasil

03/11/2015

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O senador Blairo Maggi declarou que vai apresentar relatório favorável à legalização dos jogos de azar no Brasil

Um dos relatores da comissão Agenda Brasil no Congresso Nacional criada para auxiliar o governo federal na recuperação da economia brasileira, o senador Blairo Maggi (PR) declarou que vai apresentar relatório favorável à legalização dos jogos de azar no Brasil. A revelação foi dada durante entrevista ai programa Argumento, exibido na TV Senado.

Jogos de azar são cassinos, bingos e jogo do bicho e são proibidos no Brasil desde 1946 por força do decreto lei 9.215/46. Na avaliação do senador mato-grossense, os tempos são outros e a legislação precisa se adequar a realidade.

“Pela Internet, brasileiros podem jogar em qualquer cassino do mundo. Diversas barreiras caíram com o tempo e é um tema que não podemos mais fugir. Sou favorável à legalização e vamos aguardar o voto dos demais companheiros”, disse.

A legalização dos jogos de azar é considerada uma das apostas do governo federal para reverter a crise das finanças públicas. O rombo no orçamento da União pode atingir até R$ 100 bilhões.

Pelas contas preliminares, a legalização dos jogos daria um reforço no caixa do governo de uns R$ 20 bilhões. Somado ao corte de gastos idealizado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, daria para melhorar o desempenho das contas públicas a partir de 2017, o que poderia refletir na retomada da capacidade de investimentos do governo federal nos estados e municípios.

A presidente Dilma Rosseff (PT) enfrenta resistência até de partidos aliados para aprovar aumento de impostos e até recriar a CPMF. Nos bastidores, a cobrança de impostos advinda da legalização de bingos, cassinos e apostas pela internet tem a simpatia da maioria dos senadores.

No primeiro mandato do ex-presidente Lula, o governo discutiu a legalização dos bingos justamente para criar novas fontes de arrecadação. Mas não foi adiante por causa do escândalo com o ex-assessor da Casa Civil Valdomiro Diniz, flagrado negociando propina com o então empresário de jogos Carlinhos Cachoeira. (Diário de Cuiabá e FolhaMax – Rafael Costa – Da Redação – Cuiabá – MT)