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Startup desenvolve plataforma digital para o mercado de loterias

18/09/2017

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aplicativo para que os clientes possam comprar os jogos da Lotofácil, Quina ou Mega-Sena sem precisarem ir até uma casa lotérica. A empresa registra cerca de 3 mil jogos por dia.

Segundo um dos sócios fundadores, Edgar Honorato, a plataforma surgiu em janeiro deste ano e não foi acelerada. "O investimento partiu do caixa de uma empresa que trabalhamos [Inovar Locações] ainda hoje. Até o fim do ano, o valor deve chegar à R$ 2,5 milhões", ressalta. O faturamento da empresa gira em torno de R$ 180 mil mensais.

Já para o ano de 2018, Honorato diz que a meta é investir R$ 5 milhões na startup, novamente por meio da Inovar Locações.

O fundador destaca que a criação da Sorte Sim ajuda o dono da casa lotérica. Segundo ele, as operações dos estabelecimentos cadastrados registraram 20% de aumento no número de jogos realizados. Cerca de 80% do fluxo dos pedidos ocorrem entre as 10h e 13h.

Honorato explica que a Sorte Sim oferece o serviço digital mais caro, cerca de R$ 4,75 por cartela, no caso de uma aposta simples de Mega-Sena. Desse valor, a startup recebe R$ 1,25 e a casa lotérica R$ 3,50 (valor aproximado de uma cartela). Feita a operação, a lotérica ganha R$ 0,30 por jogo. O restante vai para a Caixa Econômica Federal.

"Cobramos mais caro por conta da operação do serviço, mas o consumidor e o dono da casa lotérica não precisam pagar uma mensalidade ou algo do gênero", ressalta.

Apesar de atuar nesse mercado da loteria, a plataforma não tem ligação com a Caixa Econômica Federal, o que não é ilegal, visto que não é a Sorte Sim quem faz os jogos, e sim as casas lotéricas, por intermédio da startup.

Para utilizar o serviço, o consumidor se cadastra junto com seu cartão de crédito. O cliente poderá escolher o jogo que deseja comprar e liberar o dinheiro.

Após essa etapa, a casa lotérica mais próxima da residência do cliente visualizará os dados e assim validar a aposta. Depois disso, o consumidor receberá um comprovante via e-mail da lotérica, com o seu CPF e o jogo que escolheu.

O gerente de projetos e empreendedorismo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Renê Rodrigues, disse que desconhece outra startup que faça um serviço neste mercado, e acredita que pode ser bem explorado. No entanto, faz um alerta sobre o longo prazo.

"A startup tem que estar preparada se alguma gigante, inclusive a Caixa, entrar nesse mercado também", explica. Para ele, algumas saídas são oferecer novos serviços, serem parceiras ou até venderem para a própria Caixa ou alguém do segmento.

Ainda que a Sorte Sim faça algo pouco explorado no mercado, o aplicativo Caixa e o site da instituição financeira também oferecem a chance de jogar na loteria. Entretanto, apenas correntistas do banco podem jogar e somente a Mega-Sena está disponível. (DCI – Guilherme Souza)