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Startup inova no mercado de apostas com software que prevê resultados de futebol

17/08/2018

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Mercado relativamente novo, startups como a SokkerPRO investem em um público jovem de todo o mundo

O mercado de apostas esportivas soma mais de R$ 9 bilhões, Segundo o site dn.pt, cada jogo do principal campeonato de futebol em Portugal (a Liga NOS) gera apostas no valor médio de 32 milhões de euros. Podendo passar os 100 milhões quando os principais clubes jogam.
Em uma partida de futebol, é possível que em 90 minutos, obtenha mais de 300 dados estatísticos, e esses dados pode gerar lucro para apostadores que buscam melhorar a sua taxa de acerto em apostas esportivas.
Mercado relativamente novo, startups como a SokkerPRO investem em um público jovem de todo o mundo, “É incrível onde já chegamos, temos usuários desde Ghana até o Japão.” Relata Bono Hewson CEO da empresa.
O CEO  revela que existe empresas contratadas pelos próprios clubes para ajudar os jogadores na melhoria de performance, existe uma diversidade de dados durante uma partida de futebol, é possível saber exatamente quantos chutes um jogador deu em uma certa direção, qual a porcentagem de acerto que ele teve, se ele tem melhor performance quando joga de dia ou a noite, com isso dá para saber se certo jogador, quando chuta pela esquerda a noite, tem mais chances de fazer gol do que quando joga pela manhã.
A matemática ajudando o esporte
Em 2016 a Sport Radar enviou um comunicado alertando a Federação Paulista de futebol por possíveis jogos manipulados, a empresa consegue afirmar tais relatórios usando apenas algoritmos matemáticos. O relatório virou notícia no site da Globo.com. Foi então que a startup viu uma oportunidade após ver o trabalho da Sport Radar.
– Já que eles conseguem identificar um jogo manipulado, a gente consegue achar um vencedor, disse Bono.
O software começou com intuito de ajudar um grupo de pessoas profissionais na área de apostas esportivas, já que no Brasil é uma prática não tão presente no mercado e ainda vista com olhos diferentes. Na Europa, esse modelo de atuação é considerado uma profissão.
O funcionamento é feito a partir de dados recolhidos durante uma partida, filtrando o que realmente importa e alimentando o software para consegui prever o resultado de um jogo, após toda a análise a equipe de especialista ainda coloca dados que só o ser humano consegue ver.
“O software identifica padrões, guarda esses padrões para ser comparados no futuro, além disso, faz uma comparação atual entre as duas equipes que vão se enfrentar, após isso temos uma equipe que dita um valor para cada equipe (uma espécie de pontuação), nossos algoritmos por exemplo não tem como saber se um dia entre um Time A x Time B vai ser um dia de chuvoso, ou se o jogador principal está lesionado, isso pode atrapalhar por exemplo o mercado de gols, e é ai que entramos adicionando essa informação, que é a única que tem interferência humana, depois nosso robô faz todo o resto comparando fazendo cálculos de mais de 20 variáveis, é claro que não podemos detalhar como tudo funciona aqui”, brinca o CEO.
Os dados são importantes para profissionais do ramo “É um mercado novo no Brasil, mas já é profissão em alguns lugares do mundo, não é um mercado para todos, infelizmente existem pessoas compulsivas, que não sabem diferenciar que o mercado de apostas é preciso levar como um trabalho e não como diversão, por exemplo, as casas de apostas querem passar que apostas é legal e você está apenas se divertindo, mas ninguém se diverte perdendo dinheiro né? Eu vejo o mercado de apostas ou de trading esportivo como um profissional de trader que opera na bolsa de valores, além de muita análise técnica, ele precisa ficar por dentro do que está acontecendo, para poder extrair valor do mercado, assim é o apostador, por isso acreditamos que nossa ferramenta ajuda, e auxilia nas tomadas de decisões, e não faz milagres, se você tem uma ótima gestão de risco, ferramentas corretas e leva isso a sério, você pode ser bem-sucedido nesse mercado, existe profissionais pelo mundo inteiro, se eles conseguem, qualquer um pode conseguir.”
Segundo o site O Globo, que entrevistou o advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) , Pedro Trengrouse, o Brasil deixa de arrecadar mais de R$ 2,7 bilhões em impostos por falta de regulamentação.
“Não há regulamentação nem monitoramento dos mais de 400 sites internacionais abertos para apostas online de cidadãos do Brasil, onde o jogo é proibido. Enquanto não for monitorada, a atividade não tem mecanismos de controle. Isso significa que: se considerarmos a carga tributária de 30% sobre o valor dos prêmios pagos aos vencedores, algo em torno de R$ 9 bilhões ao ano, o Brasil perde R$ 2,7 bilhões em impostos. E considero conservadoras as estimativas”, disse Trengrouse. (odiario.com – Maringá – PR)