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Sul-africanos são mais propensos ao jogo.

06/06/2003

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Um estudo da comissão nacional de jogos mostrou que 27,2% das pessoas desempregadas jogam na loteria. Os sul-africanos gastaram R10,6bn (R$ 4,18 bilhões) em jogos no ano passado e têm uma tendência maior de jogar do que pessoas de países mais ricos, de acordo com o primeiro estudo nacional de jogos legalizados.
A pesquisa mostrou que o jogo tornou-se mais popular nos últimos dois anos, com os gastos em loterias crescendo de 1,3% em 2001 para 1,9%, em 2002, da renda familiar.
Estes números altos são uma preocupação particular devido à baixa renda do país.
Lusanda Rataemane, gerente de pesquisa da comissão de jogos, disse que os EUA, que tem uma renda nacional total, onze vezes mais alta do que a da África do Sul, têm a tendência de jogar 0,6% da renda. Semelhantemente, a Nova Zelândia, com uma renda nacional total de quatro vezes a da AS, 1,04%.
Rataemane disse que o aumento do gasto com jogo se deve provavelmente à introdução da loteria no meio da semana. Em média a população gasta R84 (R$33,20) da renda doméstica por mês com jogos. O gasto com jogo pode ter deslocado a despesa que seria para outros bens domésticos, e reduzido as poupanças, diz Rataemane.
Dados da Statistics SA mostra que gastos domésticos com leitura, roupas, calçados, mobília e equipamentos foram desviados para o jogo, uso do celular, saúde, educação e segurança. As atitudes dos sul-africanos perante o jogo é também mais liberal do que em outros países, com 73% da população declarando que o jogo é aceitável, comparado aos 51% nos EUA.
A loteria nacional é sem dúvida a forma mais popular de jogo legalizado, com 71,3% da população jogando Lotto e 60,5% das pessoas jogando duas vezes por semana.
A alta taxa de participação de pessoas menos abastadas parece ser uma preocupação particular de grupos religiosos e de previdência social que reclamam dos efeitos adversos do jogo nos padrões de vida.
O estudo mostra que 27,2% das pessoas desempregadas jogam na loteria, enquanto 22,1% gastam dinheiro em cassinos. O jogo também é popular entre indivíduos de baixa renda, com 23,3% das pessoas que ganham menos que R6000 (R$2.370) por ano, gastando seu dinheiro na loteria e 21,2%  jogando em cassinos.
Porém, no geral, o perfil dos jogadores sul-africanos é de pessoas de renda mediana que têm educação secundária e superior e tem entre 18 e 40 anos.
Rataemane disse que "a atração dos sul-africanos pelo jogo era grande porque ainda era uma indústria relativamente nova. Ainda há novidade e excitação sobre o jogo. Pessoas podem conhecer alguém que ganhou milhões e querer jogar para ganhar também. Mas uma vez que eles conheçam as probabilidades, a novidade diminuirá gradualmente. Depois de perder muito dinheiro, eles irão diminuir", completou. O jogo concorre com relativamente pequenas quantias no PIB, respondendo por R3bn (R$ 1,8 bilhões) ou 0,38% do PIB em 2000. Levando em conta as indústrias indiretas que servem o setor de jogos, a contribuição para o PIB sobe para 1,1%. A indústria emprega 15.000 pessoas diretamente, mas o total para os setores diretos e indiretos chega à 50.673, ou 1,1% dos postos de trabalhos formais.
EgamingPro/Lag Consultants