Caixa estima obter R$ 18 bi com mercado de apostas on-line

Loteria I 20.03.24

Por: Magno José

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Arrecadação das Loterias Caixa foi de R$ 23,4 bilhões em 2023 com um aumento de apenas 0,9%
O presidente da Caixa, Carlos Vieira, concedeu entrevista ao Poder360 em seu gabinete, na sede do banco, em Brasília

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, 62 anos, disse que espera arrecadar R$ 18 bilhões em 2 anos com o ingresso do banco no mercado de apostas esportivas. A declaração foi dada em entrevista ao Poder360, na sede da instituição financeira, em Brasília.

Eis as estimativas: 2025 – R$ 5 bilhões; 2026 – R$ 13 bilhões.

De acordo com Vieira, a Caixa se concentrará nos preparativos no 2º semestre. Ele afirmou que o banco estatal buscará um parceiro para operar as apostas.

“Vamos operar nos ambientes lotéricos e também no ambiente digital”, declarou.

No fim de 2023, a Caixa solicitou credenciamento ao Ministério da Fazenda por meio do CNPJ da holding do banco e das Loterias Caixa.

“A Caixa está autorizada como qualquer outra empresa para atuar no mercado das bets”, afirmou.

Carlos Vieira disse que ainda não há um nome definido para o produto e que o departamento de marketing do banco trabalhará nisso.

Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a aposta esportiva e disse que é “pior do que o jogo do bicho”. Sem entrar em detalhes sobre qual seria a semelhança entre os 2 tipos de jogos, declarou que as empresas ganham muito porque “não pagam imposto”.

A entrada da Caixa no mercado de bets representará uma grande concorrência para as empresas que já exploram o setor, todas de menor porte. Além disso, há a expectativa de que a Caixa faça convênios com as casas lotéricas para oferecer ainda outra facilidade operacional para quem deseja apostar.

Outra consequência relevante é que o governo federal terá uma nova fonte de receita recorrente.

Raspadinha em maio

Carlos Vieira disse esperar que a Lotex (Loteria Instantânea Exclusiva) –também conhecida como raspadinha – esteja à venda em até 40 dias. Estima obter R$ 1,5 bilhão com o produto em 2024.

Em dezembro, a Fazenda autorizou a Caixa a retomar a comercialização. O banco tem a exclusividade para vender o produto por 24 meses no Brasil.

 

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