Cariocas e fluminenses são contra a criminalização do Jogo do Bicho

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58% dos cariocas e fluminenses ouvidos pelo IBOPE são contra a criminalização desta modalidade de jogo

 

No dia 3 de julho, o brasileiríssimo Jogo do Bicho completou 120 anos de operação e, na próxima quarta-feira, dia 3 de outubro, serão 71 anos de proibição pela Lei de Contravenções Penais. Esta ‘loteria de números’, apresentada ao Barão de Drummond pelo mexicano Manuel Ismael Zevada, com o objetivo de obter recursos financeiros para o Jardim Zoológico, ganhou aprovação popular e está em operação até os dias de hoje, mesmo com os 70 anos de proibição pelo Decreto-Lei nº 3.688, de 3 de outubro de 1941 (Contravenções Penais).

 

A legislação proibitiva não alterou o cenário de ilegalidade do jogo no Brasil, que movimenta anualmente em apostas clandestinas bilhões com o jogo do bicho, bingos, caça-níqueis, apostas na internet (esportiva, cassino bingo e pôquer), sem nenhuma contrapartida destes recursos para o Estado e para a sociedade.

 

Cariocas e fluminenses deram mais uma demonstração da legitimidade social do Jogo do Bicho. Contratado pelo site Boletim de Notícias Lotéricas – BNL (http://www.magocom.com.br/bnl/default.aspx), o IBOPE ouviu 805 pessoas entre os dias 20 e 23 de junho na Capital, Baixada Fluminense, Niterói e São Gonçalo.

 

A pesquisa questionou a opinião dos entrevistados a respeito da revogação da Lei das Contravenções Penais, proposta pela Comissão de Juristas (que elaborou o anteprojeto do novo código penal) para que a exploração dos “jogos de azar e da loteria denominada Jogo do Bicho” seja transformada em crime. O resultado comprovou que a maioria da população do Grande Rio defende o jogo e é contra a criminalização, já que 58% dos entrevistados são contra tornar o Jogo do Bicho crime, 33% são favoráveis e 9% não sabem/não respondem. 

 

A opção pela legalização do Jogo do Bicho foi confirmada novamente quando o IBOPE perguntou: “Existem dois projetos de lei tramitando sobre o Jogo do Bicho que podem ser aprovados. Num deles o Jogo do Bicho deixa de ser uma contravenção (cujas penas são mais leves) e passa a ser crime. No outro o Jogo do Bicho passa a ser legalizado. Qual dos dois você optaria?” 59% optaram pela legalização, enquanto 28% fizeram a opção pela criminalização e 14% não responderam. Na Capital, 60% dos cariocas optaram pela legalização.

Além disso, os cariocas e fluminenses acreditam que com a criminalização do Jogo do Bicho, proposta na reforma do novo Código Penal, e com a consequente saída dos bicheiros desta atividade, o jogo ilegal, considerado contravenção penal, vai migrar para estruturas ‘verdadeiramente’ criminosas e mafiosas. Na opinião de 42% dos entrevistados o Jogo do Bicho passaria a ser controlado pelos traficantes/milícia, enquanto 29% acham que o jogo acabaria, 3% afirmam que seria operado por policiais, 2% que seria operado por ‘políticos/ políticos corruptos/governo corrupto’, 1% por policiais e 22% não sabem/não respondem.

A maioria dos cariocas e fluminenses também acredita que a arrecadação de impostos sobre o Jogo do Bicho é importante para o governo. Depois da informação de que o Jogo do Bicho gera 50 mil empregos diretos no Rio de Janeiro, o IBOPE perguntou a opinião da população sobre a importância da arrecadação de impostos para o governo sobre esta atividade. Entre os entrevistados, 21% acreditam que é muito importante, 33% dizem ser importante, 19% consideram indiferente, 7% acreditam que não é importante, 14% entendem que não é nada importante e 7% não responderam.

A pesquisa também consultou quis saber sobre a confiança do principal produto lotérico da Caixa Econômica Federal: a Mega-Sena. Surpreendentemente, 68% dos moradores do Rio de Janeiro não confiam na loteria, contra 28% que confiam e 3% que não sabem/não opinam.

Os resultados mostram, ainda, que 2% dos entrevistados declaram já ter ganhado na Mega-Sena, 12% no Jogo do Bicho, 3% no bingo e 11% em outros jogos, como Raspadinha ou Quina. Nunca ganharam 48% e nunca jogaram, 29%. Já quando questionados se conheciam alguém que havia ganhado algum destes jogos, 6% afirmaram conhecer algum ganhador da Mega-Sena, 28% do Jogo do Bicho, 8% do bingo e 17% de outros jogos como Raspadinha ou Quina, enquanto 55% não conhecem ganhadores destes jogos e 1% não respondeu.

O BNL estima que, diariamente, 20 milhões de brasileiros façam uma fezinha no Jogo do Bicho e que a sua legalização, seria lucrativa para o Estado e para a sociedade.

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