CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportiva e das Apostas Esportivas ouve representantes da CBF nesta segunda-feira

Apostas I 29.04.24

Por: Magno José

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CPI das Apostas Esportivas no Senado muda de nome

A CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas ouve nesta segunda-feira (29), às 15h, os representantes da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O requerimento da audiência é do senador Eduardo Girão (Novo-CE), vice-presidente do colegiado. Estarão o diretor de Governança e Conformidade da CBF, Hélio Santos Menezes Júnior, o diretor de Competições da CBF, Júlio Avellar, e o oficial de Integridade da CBF, Eduardo Gussem. De acordo com o requerimento de Girão, em 2022 houve 139 partidas de futebol com suspeita de manipulação. Em 2023, foram 109 partidas suspeitas, registra o R7.

A CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas foi criada por um requerimento do senador Romário (PL-RJ) que é relator da comissão. A comissão, presidida pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO), é composta por 11 senadores titulares e 7 suplentes, com previsão de durar 180 dias. As suspeitas atingem todas as séries do campeonato brasileiro (A, B, C e D). O objetivo da comissão parlamentar de inquérito é investigar fatos relacionados às denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro, envolvendo jogadores, dirigentes e empresas de apostas.

O requerimento para ouvir o oficial de Integridade da CBF, Eduardo Gussem como testemunha foi feito pelo relator Romário. Ele afirma que a CBF tem contrato firmado com a empresa de monitoramento SportRadar AG, recebendo regularmente relatórios sobre partidas suspeitas. Para Romário, Gussem deve dar informações sobre o tratamento dado aos relatórios recebidos pela CBF, além dos funcionários responsáveis pela análise desses dados e os tipos de alerta sobre possíveis manipulações.

Na semana passada, a comissão ouviu John Textor, dono do Botafogo. Em uma reunião reservada com os senadores, o empresário norte-americano apresentou um relatório de 180 páginas com indícios de manipulação em jogos, incluindo gravações e outros conteúdos envolvendo jogadores de grandes clubes brasileiros e árbitros. Segundo o relator do colegiado, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), os documentos são evidências “indiscutíveis” de fraudes no futebol.

Os integrantes da CPI reconheceram o relatório como importante para os próximos passos da comissão, mas consideraram o conteúdo como indícios e não provas. Segundo Kajuru, há material suficiente com conteúdo para avançar nas investigações, que deve se debruçar sobre outros jogos com indícios de manipulação.

“Caberá a nós sabermos escolher os convidados para que possamos dar sequência à investigação e tendo a certeza que essa CPI buscará na Polícia Federal a companhia para tudo o que vimos e que tomamos conhecimento”, detalhou o presidente da CPI.

 

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