“Elvis” acerta ao oferecer espetáculo sobre Elvis Presley e show-business

Blog do Editor I 19.07.22

Por: Magno José

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Estrelada por um Austin Butler que traz a sensualidade jovial à flor da pele, a produção marca o auge do processo de redenção do cantor (Foto: Divulgação)

Está em cartaz nos cinemas ‘Elvis’ a cinebiografia de Elvis Presley (1935 – 1977), dirigida por Baz Luhrmann, que tenta equilibrar o estilo excessivo com uma abordagem dramática da história do “Rei do Rock” a partir da longa relação do artista com seu mefistofélico empresário. Estrelada por um Austin Butler que traz a sensualidade jovial à flor da pele, a produção marca o auge do processo de redenção do cantor.

O filme conta história sob a ótica do empresário do cantor, coronel Tom Parker, interpretado por Tom Hanks, e convence não apenas pela honestidade na história contada, como também pelo espetáculo oferecido – nas interpretações, na edição e nas performances musicais. “Elvis” é, acima de tudo, um retrato do que é o showbusiness, das glórias às adversidades. Elvis não era um anjo. Nem um demônio. Seu empresário, Tom Parker, de anjo não tinha nada.

O filme conta história sob a ótica do empresário do cantor, coronel Tom Parker, interpretado por Tom Hanks, e convence não apenas pela honestidade na história contada, como também pelo espetáculo oferecido (Foto: Divulgação)

Voltando a fazer sucesso e desejando fazer turnês pelo exterior, Elvis Presley é convencido por Tom Parker a desistir da ideia para realizar shows como residente de um hotel/cassino em Las Vegas. As obscuras razões do empresário são expostas na obra e, enfim, provocam embates entre ele e o cantor – que também se vê refém de seus próprios erros. Muitas situações nesta etapa não ocorreram na realidade, mas servem para explicitar como, infelizmente, a vida do rei do rock terminou de forma melancólica.

“Elvis”, o filme, faz justiça a uma carreira que nem sempre é contada direito por muita gente. Mostra por que Presley é chamado até hoje de “rei do rock” – “rei”, não “criador” – e evidencia os problemas que vários artistas enfrentam, seja com empresários, seja com seus próprios demônios. Não é por acaso que tantos profissionais do entretenimento têm, cedo ou tarde, o mesmo fim de Elvis.

Comento

“Elvis”, filme dedicado a Elvis Presley, caiu nas graças dos americanos. A história do rei do rock contabiliza US$ 100 milhões no principal mercado do cinema mundial, valor considerável para um título lançado no fim de junho.

O signatário desta assistiu ao filme e recomenda.

Confira o trailer e assista ao filme:

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