Mídia sindical reage com argumentos equivocados contra inclusão das apostas esportivas no PND

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A ignorância do dirigente sindical é tão grande que chega a afirmar que os brasileiros vão perder 37% dos recursos destinados aos programas sociais

Nos últimos dias observamos reportagens contrárias na mídia sindical sobre o decreto presidencial que inclui a modalidade lotérica apostas de quota fixa ou apostas esportivas no Programa Nacional de Desestatização (PND) e a transferência para Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que ficará responsável pela execução e pelo acompanhamento do processo de desestatização.

Reportagens como ‘Venda de áreas estratégicas da Caixa tira recursos de áreas sociais, alertam bancários’ – Rede Brasil Atual, ‘CUT explica o que população perde com a nova loteria que Bolsonaro deu à iniciativa privada’ – Brasil 247 e ‘Entenda o que você perde com a nova loteria que Bolsonaro deu à iniciativa privada’ – CUT Notícias, mostram o desconhecimento dos representantes sindicais sobre o tema loterias e apostas.

Na reportagem da CUT, o diretor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) Jair Pedro Ferreira chega a informar que devido a maior premiação das apostas esportivas haverá uma queda na arrecadação das modalidades de prognósticos operadas pela Caixa de 80% a 90%.

“Se um jogo oferece uma premiação maior, lógico que vai atrair mais apostadores e ao longo do tempo vai minguar a fonte de arrecadação das loterias Caixa, afetando apostas da Megassena, Lotofácil, quina e outras. O mais provável é que a CEF tenha uma queda de participação de mercado entre 80% e 90%. As Loterias Caixa morrerão por inanição”, denuncia o diretor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) Jair Pedro Ferreira.

A ignorância é tanta que o dirigente chega a afirmar que os brasileiros vão perder 37% dos recursos destinados à educação, saneamento, cultura, seguridade social, entre outras áreas já que a previsão de repasses da loteria privada é de 3% a 6%.

Mas o desconhecimento vai além destes percentuais, quando o dirigente da Fenae estima que haja um mercado ainda maior de jogos que chegue a “R$ 20 bilhões ao ano, sendo R$ 16 bi legais das loterias Caixa e mais R$ 4 bi de jogos clandestinos como jogo do bicho, apostas em cavalos e cassinos”.

“O valor estimado de R$ 20 bilhões ao ano não vai mudar, mas é muito dinheiro que vai para as mãos da iniciativa privada com uma contrapartida social baixíssima. Bolsonaro também liberou premiação em dinheiro pela TV. Uma emissora pode oferecer R$ 3 mil de prêmio e arrecadar R$ 300 mil, em apenas uma tarde nesses programas de premiação que estavam proibidos”, acredita Ferreira.

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