Presidentes de jockeys clubes do país se reúnem com deputados do GT dos Jogos

Destaque, Jockey I 18.10.21

Por: Magno José

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Presidentes de jockeys clubes do país se reúnem com deputados do GT dos Jogos
Segundo o Raul Lima Neto, atualmente os jockeys não conseguem sobreviver somente com as apostas nos páreos e comentou sobre a necessidade de os hipódromos serem contemplados no processo de legalização dos jogos

Os deputados Bacelar (Podemos-BA), Felipe Carreira (PSB-PE) e Otávio Leite (PSDB-RJ), membros do GT – Marco Regulatório dos Jogos no Brasil, criado pelo presidente da Câmara, deputado Arthur Lira para atualizar o texto substitutivo ao PL 442/1991, estiveram reunidos nesta sexta-feira (15) na sede do Jockey Club Brasileiro com presidentes e diretores dos jockeys clubes do país e representantes de entidades turfísticas.

Durante o encontro, promovido pelo presidente do JCB, Raul Lima Neto, os dirigentes debateram e apresentaram sugestões para melhorar a situação do turfe no país.

Na abertura, Raul Neto apresentou um panorama da difícil situação econômica dos 16 principais hipódromos brasileiros e destacou a importância da reunião para as entidades turfísticas. Segundo o dirigente, atualmente os jockeys não conseguem sobreviver somente com as apostas nos páreos e comentou sobre a necessidade de os hipódromos serem contemplados no processo de legalização dos jogos.

Neto citou o caso do principal Hipódromo de Maroñas, localizado em Montevidéu no Uruguai, que ficou fechado durante seis anos e foi reaberto em 2003, após a aprovação de nova lei do turfe e que permitiu ao jockey operar salas de jogos com máquinas de slots (caça-níqueis). Comentou também sobre a revitalização do Hipódromo de Palermo, em Buenos Aires na Argentina, que opera uma sala de jogos com mais de 5 mil máquinas de slots e jogos eletrônicos de cassino.

“Vejo um cenário muito otimista com a legalização dos jogos, pois temos como fazer parte da história da recuperação do turfe nacional e do turismo. Quando houver a legalização os jockeys clubes tem que estar presentes, pois podemos potencializar o cenário como realizado em Maroñas e Palermo, que transformaram suas instalações em grandes centros de entretenimento. Entendemos que não existem lugares mais propensos como os hipódromos para estarem inseridos nesta atividade. Quando houver a legalização dos jogos os jockeys clubes podem participar através das apostas em corridas gravadas e a instalação de máquinas de slots nos hipódromos do país”, sugeriu.

O diretor do Jockey Club de São Paulo, José Carlos Lodi Fragoso Pires revelou que a indústria do cavalo emprega mais de 3 milhões de pessoas, 600 mil diretamente no país e defendeu o modelo dos racinos (racing + casinos), que é muito usado nos Estados Unidos. O dirigente também defendeu que os jockeys clubes possam captar apostas sobre corridas gravadas, o que permitirá aos clubes aumentar a oferta de apostas sem gerar novos custos e o aumento das premiações e da quantidade de corridas.

O coordenador do GT dos Jogos, deputado Bacelar registrou a importância do encontro com os dirigentes do turfe, apresentou um panorama do setor, a expansão dos jogos não regulados ao longo dos 80 anos de proibição e a tramitação do PL 442/91 na Câmara dos Deputados. O presidente da Comissão de Turismo da Câmara também defendeu que o turfe seja contemplado na revisão do texto da proposta.

“Vou sugerir ao relator, deputado Felipe Carreras, que seja mantida as premissas já aprovadas no substitutivo ao PL 442/91 com relação às questões dos jockeys clubes, que permite a instalação de um bingo nas instalações dos hipódromos, máquinas de vídeo-bingos e slots e as corridas virtuais”, sugeriu.

O deputado Otávio Leite comentou que o clima para a legalização dos jogos está muito mais amadurecido na sociedade e no parlamento.

“A legalização dos jogos pode ser uma oportunidade para soerguer a atividade turfística. Se o Brasil tivesse que experimentar o jogo em algum lugar poderia fazer nos hipódromos e seria um experimento para o país, mas eu acho que tema irá mais adiante. Acho um absurdo as apostas esportivas sem contrapartida para o Estado. O tema está em boas mãos com os deputados Bacelar e Felipe Carreras e vou estar ao lado deles defendendo os jockeys clubes”, prometeu.

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O relator do GT dos Jogos, deputado Felipe Carreras, comentou que os parlamentares do colegiado foram desafiados a aprovar a matéria pelo fato da atividade dos jogos ainda ser polêmica no país devido ao longo período de ilegalidade.

“Infelizmente, para parte da sociedade o jogo ainda está vinculado ao crime, mas nós conhecemos estas versões e sabemos o que temos que fazer. Também conhecemos onde está a resistência e os argumentos deles. Estamos buscando os remédios para esclarecer essas resistências. Já estivemos na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República. Em todas as oportunidades perguntamos ‘se tem alguma forma de usar o jogo para o crime nos aponte’. Começamos a entender que as resistências são por questões de preconceitos e estamos construindo um ambiente favorável para aprovação dos jogos”, sugeriu.

Carreras também comentou sobre a importância do apoio dos representantes dos jockeys clubes para aprovação do projeto de lei que legaliza os jogos no país.

“Necessitamos do apoio dos senhores para mobilizar os parlamentares para aprovar a proposta. Com relação aos hipódromos eu vejo com bons olhos inserir as propostas dos jockeys clubes. Temos que tentar convergir os interesses para aprovar o projeto de lei na Câmara. Entendemos o modelo mais saudável para as entidades turfísticas para podermos avançar. Contém comigo”, disse.

O relator do GT dos Jogos também comentou sobre os decepcionantes números do turismo brasileiro e como a legalização deste setor poderá melhorar a performance na divulgação do país no exterior.

“Temo que deixar o vexame de não ultrapassar o 6,5 milhões de turistas internacionais mesmo com a produção de eventos relevantes. Enxergamos que a legalização dos jogos poderá gerar oportunidades para a gente empoderar o Ministério do Turismo e a Embratur”, comentou.

Ao final o parlamentar perguntou “A quem interessa não legalizar o jogo?”

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Representando o Jockey Club Brasileiro também estavam presentes o vice-presidente-executivo, Gilberto Gama e os diretores Antonio Landim M. Quintella e Marcelo Beloch; o diretor José Carlos Lodi Fragoso Pires do Jockey Club de São Paulo; o presidente Roberto Belina do Jockey Club do Paraná; o presidente Deuclides Palmeiro Gudolle do Jockey Club do Rio Grande do Sul; o representante Fábio Câmara do Jockey Club do Ceará; o presidente Carlos Baltar do Jockey Club do Pernambuco; o representante Maurício Roriz do Jockey Club de Goiás; o presidente Luiz Felipe Brandão da Associação Brasileira de Criadores e Proprietários do Cavalo de Corrida – ABCPCC; o presidente Luiz Octavio Manes Figueiredo da Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês – ACPCPSI; o secretário da Comissão Especial de Direto dos Jogos Esportivos, Lotéricos e Entretenimento da OAB Nacional Daniel Homem de Carvalho, o presidente Paulo Maciel do Tijuca Tênis Club e o presidente Magnho José do Instituto Brasileiro Jogo Legal – IJL e editor do BNLData.

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