Setor volta a defender cassinos como alternativa ao turismo

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CNC divulgou estudo sobre mostrando que a criminalidade no Rio de Janeiro provocou queda de R$ 657 milhões nas receitas do turismo fluminense e defendeu a legalização dos cassinos

Os integrantes do Conselho Municipal de Turismo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, Paulo Manoel Protasio, Ricardo Amaral e Roberto Medina, o trade turístico e o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) têm defendido que o turismo pode ser a alavanca para o resgate da cidade e a melhor alternativa para a crise econômica do Estado do Rio de Janeiro, mas todos têm alertado que a insegurança pode colocar tudo a perder.

Em maio deste ano, o Rodrigo Maia esteve reunido com diversos prefeitos de cidades do estado do Rio de Janeiro e comentou que uma das saídas para a crise do Rio de Janeiro será através do segmento do turismo. Na oportunidade, o parlamentar informou a legalização dos cassinos seria debatido e votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Violência provoca perda de R$ 657 milhões

Nesta terça-feira (31), foi divulgado um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – CNC mostrando que a criminalidade no Rio de Janeiro provocou queda de R$ 657 milhões nas receitas do turismo fluminense entre janeiro e agosto de 2017. O montante equivale a 29% do total da perda do faturamento do setor (R$ 2,291 bilhões).

Liberação dos cassinos

Segundo o presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC – Cetur, Alexandre Sampaio, defende que apesar dos dados levantados pela Confederação, algumas iniciativas podem ajudar na recuperação do segmento, como a legalização dos cassinos.

“De modo geral, e principalmente no Rio de Janeiro, os governos devem fortalecer iniciativas de apoio à segurança pública, com a mobilização de todos os recursos disponíveis – forças auxiliares, inteligência estratégica, troca de informações entre as autoridades de diversos níveis, campanhas de mobilização social. E o turismo, para ser uma alternativa para a retomada da economia, precisa avançar em diversas frentes, como na transformação da Embratur em agência para ampliar a divulgação dos destinos brasileiros, e em mudanças que facilitem investimentos, como a criação de zonas de exportação turística e a ampliação do número de países com visto eletrônico. A liberação dos cassinos, por exemplo, será um ganho para o Estado do Rio e para o País. São iniciativas que não dependem de investimentos do poder público e podem gerar empregos, o que, sem dúvida, refletirá nos índices de criminalidade”.

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