Sergio Cabral defende legalização de drogas leves e jogos de azar

Blog des Herausgebers | 06.12.10

Von: sync

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Em entrevista à Folha de S.Paulo e a Rede TV deste domingo(5), o governador do Rio, Sérgio Cabral (foto), disse que pretende levar à presidente eleita, Dilma Rousseff, a ideia de abordar globalmente, na ONU ou no G20 (reunião dos 20 países mais ricos), a liberação de "drogas leves".

"A repressão pura e simples não tem sido inteligente", disse Cabral na entrevista. "A proibição leva a mais prejuízo do que uma ação inteligente do poder público", defendeu.

O teste para saber se a medida funcionaria efetivamente para diminuir a violência seria feito com a maconha. 

Jogos des Zufalls

Cabral defendeu também a legalização do jogo no Brasil, assim como ocorre em outros países, e refuta o argumento de que a medida se prestaria à lavagem de dinheiro.
Segundo ele, "regras claras, transparentes" dariam controle legal sobre a atividade. "Falta intensividade na discussão da vida como ela é". Cabral diz ainda que vai sugerir a Dilma que avalie "a unificação das polícias [Civil e Militar]", medida que exige mudança na Constituição. 

Nossa tese…

O governador do Rio de Janeiro disse, em outras palavras, o que a linha editorial do BNL prega há mais de nove anos. Toda proibição é discutível e quase sempre inútil, pois nada resolve, como não resolveu nos Estados Unidos, a proibição de fabricação e comércio de bebidas alcoólicas com a edição da Lei Seca. A proibição do jogo de azar no Brasil, que inclusive completa 70 anos no dia 3 de outubro de 2011, também não resolveu o problema do nosso centenário jogo do bicho.

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