到 2025 年,在线博彩市场在 Reclame Aqui(巴西消费者投诉网站)的访问量将超过在线商务巨头。

O segmento de apostas esportivas online acumulou mais acessos no Reclame Aqui ao longo de 2025 do que as sete empresas mais buscadas do Brasil na plataforma somadas. Os dados foram divulgados pelo próprio Reclame Aqui e revelam a extensão com que as bets passaram a fazer parte do cotidiano dos consumidores brasileiros, registra a coluna Alice Ferraz no Estadão.
O volume registrado pelo setor chegou a 21,2 milhões de acessos no período. As sete empresas mais procuradas do site, grupo que inclui Shopee, Mercado Livre, Nubank e Caixa Econômica Federal, somaram 20,6 milhões de acessos no mesmo intervalo.
No Reclame Aqui, um acesso não representa necessariamente uma reclamação formalizada. Quando um usuário entra na página de determinada empresa, a plataforma contabiliza o acesso independentemente da intenção, seja para verificar reclamações registradas por outros consumidores, consultar o índice de reputação ou pesquisar problemas relatados. Edu Neves, CEO do Reclame Aqui, explica que esse comportamento costuma surgir a partir da exposição a campanhas publicitárias. “O Reclame Aqui é muito presente quando o usuário está procurando informação sobre legalidade; porque ele está sendo impactado por oferta, por estímulos publicitários, etc; e se ela responde às pessoas caso ele tenha um problema”, afirmou Neves à Coluna.
Segundo o executivo, as reclamações formalizadas se concentram em questões transacionais: promoções não cumpridas ou mal informadas, dificuldades no resgate de apostas e problemas de acesso às plataformas.
Licenciadas e ilegais
Ao todo, 670 empresas de apostas online estão cadastradas no Reclame Aqui. O número contrasta com os dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF), que autoriza 188 marcas distribuídas em 87 licenças. A diferença indica que uma parte expressiva das empresas cadastradas na plataforma ainda opera sem autorização regulatória.
Neves alerta para o risco representado pelas casas ilegais. “As casas ilegais sempre pagarão prêmios melhores, porque elas não têm custos de licenciamento nem de impostos. Só que as casas ilegais manipulam os seus algoritmos do jeito que elas quiserem. E aí, o prejuízo vai ser sempre para o consumidor. Eu acho que vai ser um trabalho cultural grande”, completou o CEO.
Pressão regulatória durante a Copa
O tema voltou ao centro do debate durante a Copa do Mundo 2026, com um volume intenso de campanhas publicitárias nas transmissões dos jogos e nas redes sociais, incluindo publicações dos próprios atletas. Órgãos federais passaram a reagir; a Secretaria Nacional do Consumidor abriu investigações para apurar a veiculação de publicidade na CazéTV, e o Ministério da Fazenda sinalizou que pretende endurecer as regras para os jogos online.
Para o Reclame Aqui, o papel da plataforma passa por subsidiar órgãos reguladores com dados do comportamento dos consumidores e por ampliar a educação financeira do público sobre os riscos do setor.


