Grandes cassinos querem as praias brasileiras

O projeto de lei 442/91 que autoriza bingos e cassinos no Brasil entrou numa velocidade no gabinete do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e ali freou – na cautela do mineiro. Ele espera o momento para pautar, diante da pressão pela aprovação. Um peso contra é a campanha eleitoral. Muitos senadores já estão nos redutos tratando palanques. Os investidores estrangeiros nunca estiveram tão animados com o real avanço da proposta. A despeito de o projeto ser ou não sancionado, o Brasil é o alvo dos magnatas. Há corrida por terras praianas no Nordeste. Representantes da família do falecido Sheldon Adelson – o maior entusiasta, que chegou a visitar Jair Bolsonaro –, de Steve Wynn (EUA), Stanley Ho (Macau e Portugal) e de James Packe (Austrália, Inglaterra, Filipinas) já sondam propriedades no Brasil. A família do senador Eduardo Girão recusou oferta milionária de empresário português por um hotel do clã em Fortaleza ao saber das intenções de se instalar um cassino, caso a lei seja aprovada. (Coluna do Mazzini – Revista Isto É)


