Kamila Cardoso critica orçamento secreto e liberação dos jogos de azar: ‘é um caminho obscuro’

A candidata do Avante ao Senado Federal pelo Ceará, Kamila Cardoso, (candidata do senador Eduardo Girão) criticou a falta de transparência na distribuição de emendas parlamentares que ficou conhecida como “orçamento secreto”, e se posicionou contra a liberação dos chamados jogos de azar no Brasil. Para ela, a prática é um “caminho obscuro”.
Ela também comentou sobre a participação da mulher na política e defendeu maior atenção à causa das pessoas com deficiência. “Ter no senador uma mãe, uma mulher que sofre na pele. Sou mãe do Caio que tem paralisia e é transplantado. Trazer para o Senado não é um discurso político. Eu vivo na pele”, destacou.
Kamila foi a primeira a participar de uma série de entrevistas com os candidatos ao Senado, que iniciou nesta terça-feira (20), no Bom Dia Ceará. Na quarta-feira (21) o entrevistado é Camilo Santana (PT) e na quinta (22) participa a candidata do PSD, Érika Amorim.
Já a entrevista com o candidato Carlos Silva (PSTU) terá três minutos e será gravada. Ela será transmitida na sexta-feira (23).
Jogos de azar
A candidata do Avante se posicionou contra a possível liberação dos chamados jogos de azar, que incluem jogo do bicho e bingos, praticados em cassinos e em casas de apostas.
Após entrave por anos, a discussão foi reaberta em 2016 na Câmara dos Deputados. O relatório formado nas comissões foi aprovado em 2022 e seguiu para o Senado, onde se encontra travado ainda sem a destinação de relator. A expectativa é de que o assunto seja votado no final do ano.
Para a candidata, a prática “é um caminho obscuro para drogas, lavagem de dinheiro. As pessoas precisam voltar a acreditar nos políticos, e os jogos trazem desconfiança”. (Diário do Nordeste)
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Os candidatos que já estão com um pé no Senado em 2023

Daqui a duas semanas, a população elegerá 27 novos senadores, um representante para cada unidade da federação. Por mais que as eleições ao Senado sejam tradicionalmente mais indefinidas — um exemplo clássico aconteceu com Dilma Rousseff em Minas Gerais, que liderava as pesquisas até a véspera da eleição de 2018 e terminou em quarto lugar –, chama a atenção que alguns candidatos já sejam considerados favoritíssimos à vaga em seus estados.
O maior destaque é Camilo Santana (PT), ex-governador do Ceará, que conta com 66% das intenções de votos totais segundo pesquisa divulgada pelo Ipec em 1º de setembro. A segunda colocada, Kamila Cardoso (Avante), tem só 10%.
Outro nome forte é o ex-governador Flávio Dino (PSB), que lidera a corrida no Maranhão com 50%, de acordo com o Ipec de 23 de agosto. Roberto Rocha (PTB) tem menos da metade, com 21%.
Com 50,3%, Renan Filho (MDB) também lidera confortavelmente as pesquisas no Alagoas, segundo o Paraná Pesquisas em 16 de setembro. Em segundo, Davi Davino Filho (PP), que conta com o apoio do presidente da Câmara Arthur Lira, teria 23,6%.
Um quarto exemplo chama a atenção: o ex-governador Wellington Dias (PT), no Piauí, tem 46% das intenções de voto, em pesquisa do Ipec em 12 de setembro. O principal adversário, Joel Rodrigues (PP), apoiado pelo ministro Ciro Nogueira, chega a 26%.
O quarteto têm várias coisas em comum. Camilo, Dino, Renan Filho e Dias são do Nordeste, são de esquerda e todos apoiam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, os quatro foram eleitos e reeleitos como governadores, e deixaram seus cargos no primeiro semestre deste ano (para se viabilizar às eleições ao Senado) com alto índice de aprovação da população em seus estados. (Coluna Maquiavel – Veja.com)


