Para líder do governo, pautas de costumes terão as mesmas dificuldades já enfrentadas com a composição atual

Destaque I 05.10.22

Por: Magno José

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Na avaliação de Carlos Portinho projetos como o ensino domiciliar, a legalização dos jogos de azar e a flexibilização do acesso às armas seguirão tendo as mesmas dificuldades já enfrentadas com a composição atual

Para o líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ) o resultado das urnas deste domingo (2) traz uma sinalização de crítica por parte do eleitor ao Judiciário. O PL, partido do presidente Jair Bolsonaro, terá as maiores bancadas na Câmara e no Senado, e investigados no inquérito das milícias digitais por ataques ao STF (Supremo Tribunal Federal), como Otoni de Paula (MDB-RJ) e o caminhoneiro Zé Trovão (PL-SC), conseguiram se eleger.

Por outro lado, Portinho diz não ver alteração significativa na tramitação de pautas de costumes, ligadas aos apoiadores mais ideológicos de Bolsonaro. Na avaliação dele projetos como o ensino domiciliar, a legalização dos jogos de azar e a flexibilização do acesso às armas seguirão tendo as mesmas dificuldades já enfrentadas com a composição atual. No Senado, apoiadores ideológicos do presidente, como a ex-ministro Damares Alves e o ex-senador Magno Malta terão assento.

O PL de Bolsonaro ganhou ao menos 23 deputados na eleição deste domingo (2), chegando a 99 e se tornando a maior bancada eleita na Câmara nos últimos 24 anos. No Senado, a sigla ocupará 14 cadeiras a partir de 2023 —cinco a mais que a última formação.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Portinho diz não ver alteração significativa na tramitação de pautas de costumes, ligadas aos apoiadores mais ideológicos de Bolsonaro. Na avaliação dele projetos como o ensino domiciliar, a legalização dos jogos de azar e a flexibilização do acesso às armas seguirão tendo as mesmas dificuldades já enfrentadas com a composição atual.

Segundo ele, o desafio agora será não fragmentar uma bancada tão ampla com integrantes de perfis distintos e tão representativos, como o vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos-RS) e a própria Damares. Mas ele não tem dúvida de que, qualquer que seja o presidente eleito, o partido terá participação preponderante na eleição pra presidência da casa no ano que vem.

 

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