Camisa ’24’ do Brasil sai do armário no Catar

Blog do Editor I 05.12.22

Por: Magno José

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A associação pejorativa do número ’24’ no Brasil é antiga e remonta ao jogo do bicho. O escolhido pela CBF para usar a camisa de número 24 foi o zagueiro Bremer (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Evitada por décadas no futebol brasileiro por conta da homofobia, a camisa ’24’ fez sua primeira aparição pela Seleção em Copas do Mundo nesta sexta-feira (2), através do também estreante Bremer.

Considerado um tabu pelos brasileiros, o número saiu do armário justamente em um país que criminaliza a homossexualidade. Coincidência? Talvez um pouco, mas a Seleção apenas seguiu a norma da Fifa de manter a numeração fixa de jogadores no Mundial do número um ao 26 (total de jogadores convocados).

E o escolhido para a ’24’ foi o zagueiro Bremer, que antes da Copa acumulava apenas 44 minutos jogados pela Seleção e que também fez sua estreia na competição na derrota por 1 a 0 para Camarões, revela Msn.

O defensor da Juventus jogou os dois tempos contra os africanos na terceira rodada do Grupo G. Mesmo com a derrota, o Brasil manteve a liderança da chave. Assim, o próximo desafio será contra a Coreia do Sul, na segunda-feira (5).

“Para mim é uma camisa qualquer como uma outra, o importante é estar na Copa do Mundo, o número não importa”, disse o jogador há uma semana e meia.

Um tabu antigo

A associação pejorativa do número ’24’ no Brasil é antiga e remonta ao jogo do bicho.

No jogo, o veado, animal pertencente à Família Cervidae, assim como os cervos, é representado por esse número, que, ao longo das décadas, foi sendo associado a pessoas homossexuais, mostrando que o preconceito foi construído socialmente através do tempo.

 


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