Rodrigo Pacheco vence eleição no Senado e Arthur Lira tem vitória recorde na Câmara

Destaque I 02.02.23

Por: Magno José

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O resultado das eleições das duas Casas é muito importante para o processo de legalização dos jogos pelo legislativo através da aprovação do Projeto de Lei 2234/2022 (PL 442/91)

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) continuará no comando do Senado no biênio 2023–2024. Ele venceu a eleição para presidente da Casa realizada nesta quarta-feira (1º), com 49 votos, ficando à frente de seu adversário, Rogério Marinho (PL-RN), que obteve o apoio de outros 32 parlamentares, inclusive de Eduardo Girão (Podemos-CE), que também era candidato, mas desistiu da disputa durante a sessão.

Com 464 votos, o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi reconduzido para mais um mandato no biênio 2023-2024. Lira foi apoiado por um único bloco parlamentar reunindo 20 partidos, incluindo duas federações. Ele obteve a maior votação absoluta de um candidato à Presidência da Câmara, considerados os registros dos últimos 50 anos.

Cabe destacar que a atuação do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira foi fundamental para aprovação do PL 442/91 pelo plenário em fevereiro de 2022.

Importante para a legalização dos jogos

O resultado das eleições das duas Casas é muito importante para o processo de legalização dos jogos pelo legislativo através da aprovação do Projeto de Lei 2234/2022 (PL 442/91). A proposta, que tramita no Senado, depende do presidente Rodrigo Pacheco para definição do regime de tramitação e as comissões temáticas onde será debatido e votado.

Caso a matéria seja aprovada no Senado com alterações, essas mudanças terão que ser apreciadas e aceitas pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Embate no Senado

O placar de 49 votos para Rodrigo Pacheco contra 32 para Rogério Marinho não servem de base para uma análise para votação do projeto de lei que legaliza cassinos em resorts, bingo, jogo do bicho e jogo online. Dos dois lados tem senadores favoráveis e contrários ao jogo legal.

Mas a maior resistência está na bancada evangélica já que nesta legislatura, a estimativa é que os evangélicos sejam 102 deputados e 13 senadores, o equivalente a 20% da Câmara e 16% do Senado.

Ainda é cedo para uma análise mais apurada sobre as tendências de apoio, rejeição e votação do PL 2234/2022, mas também é importante registrar que o cenário não é caótico como desenhado por alguns após as eleições devido ao crescimento da bancada conservadora.

 


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