Fatos mostram que a bancada contrária a legalização dos jogos não tem credibilidade

Em várias oportunidades comentamos neste espaço que o tempo tem sido um aliado para que o setor assista à desmoralização dos atores políticos que formam ‘Turma da Jogatina’ ou aqueles personagens que vivem demonizando e profetizando contra o jogo de apostas legal. Também registramos frequentemente que estes personagens não têm credibilidade e, até mesmo moral, para criticar o jogo legalizado, as pessoas e parlamentares que defendem os projetos de lei que tramitam no Congresso Nacional.
Os principais atores políticos contrários são os senadores Magno Malta (PL-ES), Eduardo Girão (Podemos-CE), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o deputado/pastor Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).
Esses políticos estão de alguma forma próximos a eventos que marcaram negativamente os últimos dias do país.
Suspeita de fraude de organização evangélica
Segundo a publicação, dados do Portal da Transparência referentes aos quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL) mostram que o Programa de Proteção e Recuperação da Saúde Indígena teve orçamento de R$ 6,13 bilhões, dos quais R$ 5,44 bilhões gastos. O problema é que a entidade mais privilegiada com recursos foi uma ONG evangélica, a Missão Caiuá, cujo slogan é “estar a serviço do índio para a glória de Deus”. Ao longo do governo foram repassados R$ 872 milhões a essa organização. Quase o dobro da segunda entidade que mais recebeu, o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueiredo, com R$ 462 milhões. A ONG evangélica que recebeu recursos para saúde yanomami é suspeita de fraude.
PT e PSOL acionam MPF contra Damares Alves
A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados e o PT pedem investigação da Procuradoria Geral da República – PGR contra a ex-ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos e senadora Damares Alves pelas possíveis ilegalidades praticadas contra a população yanomami em Roraima.
Os parlamentares apontam supostos crimes ambientais, de prevaricação e genocídio. O genocídio é caracterizado pelo extermínio deliberado de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso.
“Damares pediu a Bolsonaro, em plena pandemia da Covid-19, que vetasse leitos de UTI [Unidade de Terapia Intensiva], água potável, materiais informativos e itens de higiene. É um genocídio planejado. Um ataque direto aos nossos povos. Eles são criminosos e precisam ser responsabilizados pelas mortes causadas”, acusou a deputada federal eleita Célia Xakriabá no Twitter.
No sábado (21), o Ministério da Justiça determinou investigação da Polícia Federal para apurar crimes de genocídio e ambiental na região.
Envolvidos em atentado terrorista estiveram em audiência pública no Senado

O empresário George Washington de Oliveira Sousa e o eletricista Alan Diego Rodrigues, acusados de planejar um atentado terrorista próximo ao Aeroporto Internacional de Brasília, participaram de uma audiência pública no Senado Federal, no dia 30 de novembro. A audiência para discutir “a fiscalização das inserções de propagandas políticas eleitorais”, sob convocação e presidência do senador Eduardo Girão (Podemos-CE).
Vídeo exibido pelo Metrópoles confirma a presença de George Washington e Alan Diego Rodrigues na audiência pública da 32ª reunião extraordinária da Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC).
Durante a visita ao Senado Federal para participar da Comissão, imagens publicadas por Alan Diego Rodrigues nas redes sociais mostram que ele esteve junto o senador Magno Malta (PL-ES).

Jornalista que ajudou a colocar bomba em caminhão em Brasília teve cargo em ministério de Damares Alves
O blogueiro cearense Wellington Macedo é um dos três réus acusados de envolvimento na tentativa de explosão de uma bomba em Brasília, na véspera de Natal do ano passado. Ele seria o responsável por ajudar a colocar o artefato em um caminhão com querosene, estacionado próximo ao aeroporto da Capital, conforme a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal, aceita pela Justiça. O blogueiro trabalhou com a senadora Damares Alves (Republicanos) no Ministério dos Direitos Humanos, no início do governo de Jair Bolsonaro. Ele era assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e ganhava um salário mensal de R$ 10 mil.

Indústria da proibição
Sempre existirão posições contrárias em relação aos jogos, mas o pior dos quadros é a clandestinidade que impossibilita a implantação de regras claras. Mantê-los ilegais foi uma forma encontrada para alimentar outra indústria, muito mais perigosa e que provoca muitos mais danos à sociedade: a corrupção, os esquemas de propina e a chantagem política. A ‘indústria da proibição’ é uma atividade muito lucrativa e é preocupante que os evangélicos estejam liderando o lobby para manter esta atividade na clandestinidade.
Os EUA de tradição evangélica (48.5%) e católica (22.7%), legalizou e acolheu o jogo no seu sistema jurídico, porque percebeu que existindo demanda “alguém vai prestar o serviço.”
Eu desconfio de todos
Infelizmente, muito dos atores políticos contrários a legalização dos jogos se escondem atrás da Bíblia para praticar atos de arrepiar uma pessoa em sã consciência. Na verdade, falta oração a boa parte dos líderes evangélicos do Brasil. Estas lideranças estão mais preocupadas com suas próprias vidas e pertences do que com o rebanho e a Obra de Deus.
Até onde vai a credibilidade destes atores políticos que trabalham um dia sim, outro também no Congresso Nacional para que o jogo continue na clandestinidade?


