A CPI que pode atrapalhar plano de Haddad de regulamentar casas de apostas

Blog do Editor I 13.03.23

Por: Magno José

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Governo muda de estratégia e decide apoiar criação de quatro CPIs
Governo prepara uma série de regras para colocar ordem no jogo que gera bilhões em lucro às empresas e Felipe Carreras passa parte de seu dia correndo os gabinetes do Congresso para conseguir apoio para investigar os mais recentes casos de manipulação de resultados no futebol brasileiro

Enquanto os técnicos do Ministério da Fazenda trabalham com um olho no relógio e outro no calendário para cumprir o prazo determinado por Fernando Haddad (fim de março) e criar a Medida Provisória que regulamenta o mercado de apostas esportivas, uma colheita de assinaturas para a criação de uma CPI tem tirado o sono do time responsável pelos estudos.

O deputado federal Felipe Carreras (PSB-PB) passa parte de seu dia correndo os gabinetes do Congresso para conseguir apoio para investigar os mais recentes casos de manipulação de resultados no futebol brasileiro. Um deles teria ocorrido em três jogos da Série B do Brasileirão do ano passado e é investigado pelo Ministério Público de Goiás. “É um setor que movimenta bilhões de reais por ano e não podemos ficar assistindo todos os indícios e não apurar nada. O remédio que eu tenho é a CPI e não irei desistir”, afirma.

Embora não discordem das investigações parlamentares, os assessores de Haddad que estão elaborando os textos veem na comissão um potencial de tirar o foco no que importa para eles: a aprovação da MP depois que ela for editada. “Não é o melhor momento, até porque, quem das empresas eles vão chamar para depor? Eles vão ao Caribe enviar a convocação?”, provoca um auxiliar do petista, citando o fato de as empresas de apostas serem sediadas atualmente fora do Brasil. (Veja.com)

A estratégia por trás de tantos pedidos de CPI no Congresso

Essa profusão de propostas de CPI e de projetos de lei polêmicos no Congresso tem irritado profundamente Lula: ele cobrou foco da base nos projetos do governo.

De um interlocutor, no entanto, ouviu o óbvio: a maioria das propostas não tem chance de prosperar no Parlamento. Foram sugeridas para evitar que a CPI dos Atos Antidemocráticos seja, de fato, aberta no Legislativo, registra Radar Online na Veja.com.

Lula sabe o impacto que uma CPI pode provocar na agenda do governo. Teme a investigação porque ela teria o poder de capturar a pauta política do ano e arrastar tanto figuras da oposição quanto do governo para o centro de discussões que não são prioridade no momento.

“Uma CPI dessa natureza só criaria ruídos ao verdadeiro trabalho que deve ser feito pelo governo, que é aprovar a agenda econômica do ministro Fernando Haddad”, diz um integrante da base governista.

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O deputado federal Delegado Da Cunha (PP) aceitou o convite do colega Felipe Carreras (PSB-PE) para ser coautor do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)

Delegado Da Cunha será coautor do pedido de CPI das Apostas Esportivas

O parlamentar da Baixada Santista quer apurar esse mercado, que movimenta milhões de reais, e a possível manipulação de resultados, principalmente em jogos de futebol, para beneficiar apostadores.

Passando a limpo

O deputado federal Delegado Da Cunha (PP) aceitou o convite do colega Felipe Carreras (PSB-PE) para ser coautor do pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigará a manipulação de resultados, principalmente em jogos de futebol, para beneficiar aqueles que fazem apostas esportivas. (veja o vídeo)

Seguindo o dinheiro

“Com bilhões de reais entrando com as casas de apostas e com o histórico de rastros nebulosos no nosso futebol, capítulos piores então por vir. Temos que agir com urgência”, ressaltou o parlamentar pernambucano. A ideia de criar a CPI surgiu após o Ministério Público de Goiás ter iniciado uma investigação sobre a possível manipulação em três jogos da última rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, no ano passado.

Tolerância zero

Em 2022, o presidente do Santos Futebol Clube, Andrés Rueda, afirmou ter demitido um funcionário do Departamento de Futebol Feminino que buscou subornar uma atleta do Bragantino em uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro Feminino. A ideia era que as Sereias da Vila aplicassem uma goleada no primeiro tempo da partida para beneficiar alguns apostadores. (Por Dentro da Política – Sandro Thadeu – BS9 – Santos)

 


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