Plataformas de loteria virtual defendem norma que pode gerar R$ 64 milhões

Loteria, Lotérica I 13.03.23

Por: Magno José

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Plataformas de intermediação digitais de loterias protestam contra Caixa pela falta de liberdade econômica
A Associação dos Intermediadores Digitais de Jogos Lotéricos – Aidiglot reúne 10 empresas que faturam R$ 220 milhões por ano. As intermediadoras funcionam como uma plataforma que conecta as Loterias Caixa ao cliente

Um estudo da FGV Projetos encomendado por uma associação que reúne empresas intermediadoras de loteria esportiva on-line indica que a arrecadação de impostos sobre esse setor pode crescer 140% em um ano caso haja uma regulamentação.

As intermediadoras funcionam como uma plataforma que conecta a lotérica (da Caixa Econômica Federal) ao cliente. Essa plataforma digital atrai um público porque permite que o cidadão faça uma aposta fracionada, pagando menos que o mínimo exigido pela Caixa, de R$ 30 por aposta.

A Aidiglot (Associação dos Intermediadores Digitais de Jogos Lotéricos) reúne 10 empresas que faturam R$ 220 milhões por ano.

Sediadas no Brasil, elas pagam os impostos exigidos pela legislação, como ISS, PIS/Cofins, Imposto de Renda e Contribuição Social, e geraram cerca de R$ 46 milhões em impostos nos últimos 5 anos. O aumento de 140% geraria, portanto, um adicional de R$ 64 milhões aos cofres públicos.

A atividade de intermediação está prevista no artigo 653 do Código Civil, que prevê a “operação de mandato”, segundo a associação.

No entanto, a falta de um marco regulatório provoca restrições na veiculação de propagandas e de anúncios em sites de busca na internet; redução de credibilidade junto ao público; falta de autorização para disponibilizar os aplicativos das empresas intermediadoras; aumento dos custos operacionais; e ausência de interface eletrônica para o registro dos jogos, “o que obriga os intermediários a lidar com os bilhetes físicos, sendo responsáveis pela guarda/arquivamento e coleta/transporte destes”, informa a Adiglot.

Atualmente, o mercado de loterias no país é centralizado, respondendo a uma única empresa – a Caixa Econômica Federal, o que gera um cenário de monopólio das atividades. O surgimento das intermediadoras vem justamente para ampliar o setor e garantir um maior alcance ao público final, descentralizando a venda direta do produto loteria, de forma regulamentada, de apenas uma empresa.

Apostas pela internet na mira da Fazenda

O universo de apostas pela internet está na mira do Ministério da Fazenda, que pretende justamente aumentar a arrecadação de impostos.

O ministro Fernando Haddad disse durante o UOL Entrevista na semana passada que o governo pretende compensar a queda de arrecadação decorrente do aumento do teto de isenção do Imposto de Renda cobrando tributos sobre apostas virtuais. No foco estão as “apostas de cota fixa”.

Segundo Haddad, a pasta estima que a arrecadação de impostos sobre o setor pode variar entre R$ 2 bilhões e R$ 6 bilhões.

O ministério está mapeando os tipos de site que oferecem maior risco de sonegação de impostos e desenhando um projeto a ser apresentado ao Executivo e ao Congresso.

A regulamentação vai alterar a lei atual e exigir que as empresas tenham sede no Brasil.

Cota fixa em prognósticos de resultado esportivo

Basicamente a iniciativa da Fazenda visa taxar os sites de aposta de cota fixa em prognósticos de resultado esportivo de jogos organizados por confederação, federação ou liga.

Em outras palavras, a ideia é cobrar imposto de site de aposta no resultado de jogo de futebol, vôlei, basquete, tênis, etc.

Por exemplo: Corinthians e Palmeiras vão disputar a final de um campeonato organizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e o site faz apostas com cota fixa —e paga cinco vezes cada cota de R$ 10. A pessoa compra duas cotas (gasta R$ 20) e se o time vencer, recebe R$ 100. É sobre esse montante das cotas que o governo quer cobrar uma taxa. (Coluna Carla Araújo – UOL Notícias)

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