‘Rita Fica’: lideranças mulheres da Caixa lançam manifesto contra ameaça do Centrão

Blog do Editor I 14.07.23

Por: Magno José

Compartilhe:
Caixa quer ampliar a bancarização dos povos indígenas
A presidente da Caixa, Rita Serrano pode perder o cargo para o PP de Arthur Lira

O movimento “Uma por Todas e Todas por Uma”, que reúne lideranças femininas da Caixa em todo o País, lançou um manifesto para se somar à defesa da presidente do banco público, Rita Serrano, que pode perder o cargo para dar espaço ao Centrão no governo.

No documento, o grupo pede união contra “ameaças sofridas por nossas companheiras de luta”. “Nenhum passo atrás, Rita Fica!”, defende o coletivo, formado para dar apoio às mulheres que sofreram assédio na Caixa durante a presidência de Pedro Guimarães, nomeado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para as signatárias, a participação das mulheres nas instâncias de poder vem sendo atacada. O texto cita, além da ameaça à presidência da Caixa, a chance de a ministra do Esporte, Ana Moser, ser demitida para abrigar o Republicanos.

“Essa disputa pela ocupação masculina dos espaços de poder agora atinge a presidenta da Caixa, que a todo momento se vê exposta à ameaça de perda do cargo para liberar espaço para homens oriundos de partidos não alinhados à base do governo”, diz o manifesto.

Assinam o texto mulheres como Fernanda Anjos, presidente da Associação dos Gerentes da Caixa Econômica Federal de São Paulo (Agecef-SP), e Maria Oliveira, presidente do mesmo órgão no Rio de Janeiro.

Rita Serrano tem se movimentado para ficar no cargo. Embora nos bastidores a demissão da dirigente seja dada como certa, e a nomeação de Gilberto Occhi como “muito provável”, Rita Serrano conta com o apoio dos funcionários do banco e com o movimento das mulheres para não entrar no bloco de ofertas do Planalto que deve selar o embarque do Centrão no governo Lula.

Ligado ao PP do presidente da Câmara, Arthur Lira, Occhi foi presidente da Caixa no governo do ex-presidente Michel Temer, chamado de “golpista” pelo PT. Também comandou o Ministério das Cidades na gestão Dilma Rousseff.

Leia o manifesto na íntegra:

“Recentemente nosso país aprovou a lei de equidade de salários entre mulheres e homens. Precisou de uma lei para reconhecer o simples: trabalhos iguais merecem rendas iguais. Isto segue a tendência de vários países que têm reconhecido os acertos de mulheres no comando e nos espaços de gestão. Equilíbrio, sustentabilidade, respeito com a vida. Estas conquistas e reconhecimento estão sendo ameaçados na prática.

Desde o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, temos visto a misoginia de forma mais explícita e sem vergonha. É Nísia Trindade, é Ana Moser e assim vai. Em todas as instâncias de poder, a participação da mulher vem sendo atacada: cinco deputadas vêm sendo ameaçadas de perder o mandato por defender os direitos dos povos originários. Entre elas, Érika Kokay, deputada federal e colega de Caixa, sempre à frente da defesa dos direitos elementares da vida e das pautas da Caixa.

A Caixa, grande instituição do país, dirigida por uma mulher, também foi colocada nesta disputa de não permitir que a equidade, o respeito e a transparência sejam as regras cotidianas de escolhas de ocupação dos espaços de poder.

Rita Serrano, presidenta da Caixa, tem buscado construir espaços de respeito e governança para a execução das políticas públicas com compromisso social e sustentabilidade para todos e todas.

Neste momento, conclamamos a todas as mulheres a se unirem e se manifestarem contra as ameaças sofridas por nossas companheiras de luta.

Nenhum passo atrás, Rita fica!”

Deu na mídia

A coluna Radar da VEJA desta semana registra através da nota ‘Chance perdida’, que a “presidente da Caixa, Rita Serrano deve cair, segundo um auxiliar de Lula, por pura incompetência: “Ela não criou agenda positiva, não inovou e só falou para sindicalista”

 

Loteria Aldeota 1Loteria Aldeota

Compartilhe: