Deputado Luciano Vieira tem sido o escudo das empresas de cripto CPI das Pirâmides Financeiras

Blog do Editor I 04.08.23

Por: Magno José

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O deputado Luciano Vieira (PL-RJ), que integra a CPI das Pirâmides Financeiras, tem atuado para impedir convocações ou convites de representantes de empresas que tenham relação empresarial com as corretoras

Empresas envolvidas com corretoras de criptmoedas têm encontrado no deputado Luciano Vieira (PL-RJ), que integra a CPI das Pirâmides Financeiras, um grande defensor.

O parlamentar tem atuado para impedir convocações ou convites de representantes de empresas que tenham relação empresarial com as corretoras.

Um requerimento que pedia para a CPI ouvir nomes ligados à Binance, à Méliuz, à Capitual, ao banco BS2 e à Latam Gateway foi retirado de pauta e só deve ser votado na próxima semana, revela O Bastidor.

O deputado responsável pelo requerimento, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), chegou a reclamar da pressão que sofreu contra o pedido. O colega Luciano Vieira justificou a retirada de pauta pelo temor de que um possível convite afetasse ações das empresas que são cotadas na B3, em especial o BS2 e a Latam Gateway.

A suspeita é que a Binance, maior empresa de cripto do mundo, usa métodos no exterior que impedem o rastreamento, pelo Banco Central e pela Receita Federal, para a cobrança de impostos. Nos Estados Unidos, a Binance foi acusada de fraude e má gestão pela SEC, que regula o mercado financeiro.

Reservadamente, deputados que atuam na CPI apontam certa “contradição” na atuação do deputado, que poupa algumas empresas, mas já apresentou requerimentos de convocação para outras.

É de Vieira um dos pedidos para ouvir o criador da pirâmide financeira GAS Consultoria, Glaidson Acácio dos Santos, o “Faraó do Bitcoin”, e sua esposa, Mirelis Zerpa. O deputado também quis a convocação dos sócios da extinta pirâmide financeira com criptomoedas Indeal, do Rio Grande do Sul.

Comento: postura diferente na CPI-FUTE

O comportamento do deputado Luciano Vieira é completamente diferente na CPI-FUTE. Em todas as reuniões da comissão realizadas o parlamentar pede que sejam ouvidos os representantes das plataformas de apostas esportivas. Parece que o deputado se esquece que o objeto da CPI é para apurar manipulação de resultados de jogos de futebol e não a atuação das operadoras desta modalidade de apostas.

Ele também esquece que a modalidade foi legalizada pelo Congresso em dezembro de 2018 e que deverei ter sido regulamentada durante o governo anterior, do mesmo partido do presidente Bolsonaro e do qual o parlamentar foi eleito.

 

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