Lula encaminha reforma ministerial com Esporte ‘turbinado’ com as apostas esportivas

No acordo que envolve a entrada do Centrão no governo, Lula abandonou a ideia de dividir o Ministério do Desenvolvimento Social, como cobrava o PP. Para atender Arthur Lira, o presidente ofereceu o Ministério do Esporte mais turbinado e repaginado, com a estrutura como é hoje, mas com novas atribuições sociais, inclusive com a regulamentação de apostas esportivas, e com a integração ao Ministério das Pequenas e Micro Empresas.
O PP indicou nas conversas com o Planalto que gostaria de turbinar a pasta do Esporte com uma Secretaria de Prêmios e Apostas, ainda a ser criada e que inicialmente ficaria lotada no Ministério da Fazenda. Fontes na Fazenda confirmam que já chegaram à equipe econômica rumores de que o novo órgão poderia passar ao Ministério do Esporte.
A Secretaria das Apostas Esportivas, órgão que vai ser criado para regulamentar e credenciar as casas de aposta teria a tarefa de acompanhar a arrecadação resultante da tributação das “bets”, empresas de apostas esportivas.
A ideia original era que a secretaria, que terá 60 cargos, fosse subordinada ao Ministério da Fazenda, sob o comando de José Francisco Mansur, assessor especial do ministro Fernando Haddad.
Outro acordo é que o PP também vai ficar com a diretoria da Caixa Econômica, com o nome da ex-deputada Margarete Coelho no lugar de Rita Serrano, e com duas vice-presidências do banco. Outras três vice-presidências vão ficar com o Republicanos que ainda define quais serão os nomes. O restante das sete vice-presidências estão sendo disputadas pelo PT e União Brasil.
Os deputados André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) são os indicados das legendas para o ministério de Lula.
A expectativa dos auxiliares próximos de Lula é definir a reforma ministerial no máximo até quarta-feira (6). Na quinta (7), Lula embarca para a Índia, onde vai participar da cúpula do G20.
Ministros e secretários no Planalto afirmam que as mudanças já estão encaminhadas. Mas não descartam a possibilidade de Lula mudar de planos na última hora.
A hesitação de Lula vem causando constrangimento, sobretudo na articulação política. Mas todos esperam que, desta vez, o presidente decida o que fazer.


