“Realização do Desafio Ricardo x Baze no Hipódromo do Cristal: É uma loucura!”
Todos querem saber como o Jockey Club do Rio Grande do Sul, entidade que esteve à beira do fechamento nos estertores da década de noventa, reergueu-se e agora coroa seu ‘renascimento’ com a realização de um desafio entre os maiores jóqueis do mundo, isto em tempos de pista nova, recuperação da iluminação e a expectativa das novas pista externa e Vila Hípica. A resposta é união.
Aqui os pessimistas não são comemorados como se fossem os grandes pensadores do Turfe, nossas respostas aos reveses que sofremos são trabalho e inovação. A crise ensinou o Jockey Club do RGS a viver modestamente, temos um quadro funcional enxuto, pagamos prêmios possíveis, porém no dia seguinte às corridas, e inovamos no campo das apostas e dos eventos. Se há falta de recursos, há sobra de ideias e é na vontade que nos superamos a cada dia.
Pois foi numa destas tardes turfísticas das quintas-feiras que o jornalista MARCOS RIZZON me perguntou: por que não tentávamos realizar um desafio entre o ‘Ricardinho e Baze’ no Cristal? Respondi: tá bebendo Rizzon? Que eu saiba és apaixonado por refrigerante! Descrente na ‘viagem’, disse-lhe que tocasse pra frente.
Na semana seguinte o empresário do nosso T.J.Pereira lá nos EUA – Michael Burns -, após contato com o Rizzon, já nos ‘colocava em linha’ com o empresário do Baze e aí foi muito mais fácil do que imaginávamos; na verdade não esperávamos que o astro RUSSELL BAZE fosse tão acessível e cortês. E o RICARDINHO? Bem, este ‘iluminado da arte das rédeas’ de pronto aceitou o convite; sempre que convidado, e podendo, vem montar no Cristal e mesmo em épocas ruins jamais nos abandonou. Nascia o desafio!
Fiz esta regressão fática apenas para ilustrar que este desafio surgiu a partir da ideia de um ‘jornalista maluco’, acolhida por ‘dirigentes insanos’ e aceita por dois ‘jóqueis doidos’. Sim, porque tentar fazer aqui no Cristal o que ninguém fez no mundo todo é uma loucura!
É hora de curtir o momento, torcer para que tudo dê certo – e vai dar -, sempre com o pensamento de que fazer turfe é difícil e trabalhoso, mas possível de fazer bem, bastando que não se dê ouvido aos pessimistas, se escute também as ideias malucas e trabalhe-se loucamente para realizar o que por vezes parecia impossível.
(*) José Vecchio Filho é presidente do Jockey Club do Rio Grande do Sul.


