Irmã de Davi Brito depõe em investigação sobre jogos de azar na Bahia e se irrita na DP

A influenciadora digital Raquel Brito, de 23 anos, irmã do campeão do Big Brother Brasil 24, Davi Brito, e ex-participante de “A Fazenda”, prestou depoimento nesta segunda-feira (25), em Salvador. Ela é alvo de uma investigação que apura possíveis vínculos com jogos de azar, além de suspeitas de publicidade enganosa e lavagem de dinheiro.
Raquel Brito é alvo de uma investigação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) sobre supostas irregularidades praticadas no mundo digital. Ela chegou à Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), no Centro de Salvador, acompanhada por seu advogado.
Segundo o MP, a irmã de Davi Brito teria divulgado campanhas publicitárias para plataformas de jogos de azar, embora, no material divulgado por ela, os jogos aparecessem com outras denominações. O órgão ainda aponta que a estratégia de divulgação era direcionada principalmente a pessoas de baixa renda, estimulando a participação em apostas de forma repetida.
De acordo com o MP, Raquel Brito teria feito campanhas de divulgação de jogos de azar. No caso dela, os anúncios eram feitos com outro nome e voltados à população mais carente.
No depoimento desta segunda, a influenciadora foi questionada sobre o tipo de parceria que mantinha com os responsáveis pelos jogos, o destino dos valores arrecadados, a real existência de prêmios entregues aos participantes e se havia declaração formal dos ganhos.
Ao chegar ao local, ela se irritou com jornalista que a aguardavam na porta da delegacia e tentavam uma entrevista: “Que jornalismo da p*”, disparou ela para um dos repórteres presentes. Está me tratando mal, Raquel?”, indagou o jornalista. “Tô sim!”, respondeu ela.
Investigação
Em janeiro, Raquel Brito virou alvo do Ministério Público da Bahia após a a 2ª Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital pedir a abertura de investigação para apurar supostas irregularidades.
No documento apresentado pelo MP, foi apontado a divulgação de uma ferramenta chamada “Robozão de Vendas”, que prometia ao consumidor “o ganho de alta quantias por mês”.
A investigação identificou ainda que a publicidade era voltada especialmente para a população mais carente, estimulando apostas de forma reiterada.


