Jogadores profissionais denunciam falta de pagamento por uso de imagem em sites de apostas

A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (FENAPF) denunciou que jogadores profissionais não estão recebendo os valores previstos em lei pelo uso de sua imagem nas casas de apostas eletrônicas. A queixa foi apresentada durante audiência pública realizada na quinta-feira (4) na Câmara dos Deputados, em Brasília. A legislação brasileira determina que os atletas devem ser remunerados quando suas imagens são utilizadas por empresas de apostas.
O presidente da FENAPF, ex-jogador Jorge Bossato, manifestou-se sobre o problema durante o evento no Congresso Nacional. Conforme registrado pela TV Câmara, que acompanhou a audiência, ele propôs que a entidade atue como intermediária para garantir o repasse dos valores devidos aos profissionais.
“A FENAPAF se coloca à disposição para receber pela lei a parte dos atletas, que os atletas não estão recebendo a cota deles das apostas e nada mais do que justo, porque os atletas são os trabalhadores dentro do campo que gera todo esse sistema”, declarou Bossato.
O debate ocorreu na subcomissão permanente de regulação de apostas esportivas, vinculada à comissão do esporte da Câmara. Durante a sessão, os representantes dos atletas puderam expor suas preocupações sobre a falta de compensação financeira, apesar do uso constante de suas imagens e performances como base para as apostas.
O futebol profissional abriu caminho para a entrada das casas de apostas eletrônicas, conhecidas como bets, no mercado brasileiro. No entanto, em audiência pública da Subcomissão Permanente de Regulação de Apostas Esportivas da Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados, os atletas profissionais de futebol reclamaram que não estão recebendo os valores referentes aos direitos de imagem, como determina a lei.
O deputado Caio Viana (PSD-RJ), presidente da subcomissão, reforçou a reclamação dos jogadores. “Os atletas estão sem eh qualquer tipo de repasse, são obviamente o o os agentes principais desse setor. Sem atleta não existe a bet. Então a gente precisa que os atletas recebam, né, a sua participação, que até hoje eles não tão recebendo”, afirmou o parlamentar.
Segundo Caio Vianna, é essencial que os esportistas recebam sua participação, já que são os principais agentes desse setor. “Sem atleta não existe a bet”, enfatizou o deputado, conforme reportado pela Agência Câmara de Notícias.
O mercado de apostas esportivas eletrônicas no Brasil foi descrito durante a audiência como um “negócio bilionário”. No entanto, não foram apresentados valores específicos sobre o tamanho desse mercado nem detalhes sobre quais empresas estariam descumprindo a legislação.
O futebol profissional foi o primeiro esporte a ser explorado pelas casas de apostas eletrônicas no mercado brasileiro, tornando-se a principal modalidade utilizada pelas “bets” no país.


