Um ano sem o amigo Luiz Armando Ferrari

Blog do Editor I 01.11.25

Por: Magno José

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Um ano sem o amigo Luiz Armando Ferrari 2
Luiz Aramando Ferrari: “Sorriso que os amigos jamais esquecerão. Sorriso de amizade, de compreensão, de tranquilidade, de experiência vivida ao longo de longa vida empresarial. Era homem de uma só face. Idôneo. Amigo dos amigos e com sorriso para os inimigos”, Regis de Oliveira

Neste sábado (1º) completa um ano que o amigo e diretor-executivo do Instituto Brasileiro Jogo Legal – IJL, Luiz Armando Ferrari nos deixou.

A dor da perda aos poucos vai sendo substituída pela saudade e a lembrança dos momentos em que estivemos juntos, principalmente durante os 13 anos de atuação do Instituto Brasileiro Jogo Legal – IJL, em Brasília. As lembranças deliciosas dos momentos vividos amenizam a dor da saudade do amigo que partiu.

De uma generosidade monstruosa e um humor fino, nada passava desapercebido para nosso Ferrari. Uma das passagens mais hilárias que vivemos e, que ele transformou em brincadeira, foi quando fomos juntos para ser atendido no guichê da imigração do aeroporto em Las Vegas. O carrancudo agente norte-americano perguntou sério se éramos um casal. Ferrari de pronto respondeu ‘ainda não, mas quem sabe depois de uma semana em Las Vegas” e todos caíram na gargalhada, inclusive os brasileiros que desembarcavam no mesmo voo da Copa.

Suas histórias e lembranças continuam vivas em nossa memória diariamente. Outra história deliciosa era a provocação do Ferrari com o Dr. Regis por conta do horário do jantar em Brasília. O Mestre, como ele se referia, gostava de jantar sempre às 19h e o Ferrari mais tarde, gerando brincadeiras e gozações fantásticas.

“Há um ano atrás um grupo de amigos ficou perdido. Foi-se o aglutinador de nossos desejos e conquistas. Começamos, há muito tempo atrás a lutar pela aprovação do jogo no Brasil. Tudo começou a seis mãos. Eu, Ferrari e Magno José. Toda semana em Brasília. No início, assessoramos um projeto de autoria do senador Ciro Nogueira. Batalhamos, em conjunto, pela aprovação na CCJ do Senado, depois no Plenário, depois na Câmara. Cada votação era um sufoco. Mas, a todo instante estava a alegria, a paciência e a fleugma do Ferrari. Quando nos impacientávamos, ele surgia com sua calma, seu sorriso e seu instinto pacificador. À noite, saíamos para jantar e por a prosa em dia. Sempre Ferrari estava com sua alma inquietante. Mas, um belo dia, foi-se. Subiu para instalar o jogo nos céus. Com certeza convencerá a todos. Como convencia cada parlamentar com que conversávamos. Ainda não conseguimos aprovar o jogo, mas vejo o Ferrari, ainda hoje com um sorriso nos lábios, com ar de compreensão e explicando, pacientemente, o que significa para o país. Era um gentleman. Por vezes mordaz, mas jamais indelicado. Ferrari fará muita falta a sua família a e todos que com ele conviviam. É, ouso fizer, imprescindível para nos encher de alegria, fé e vontade de viver. Pena, caríssimo Ferra, que você nos deixou órfãos”, homenageia Dr. Regis.

Passados esses 365 dias, fica o bálsamo para nossas almas que o Ferrari deixou a alegria de ter feito parte das nossas vidas.

Reverenciando a memória

Aproveito a homenagem ao querido Ferrari para reverenciar outros atores sociais que já partiram e que sempre estarão na memória do setor no Brasil e que devem ser lembrados e reverenciados pelas contribuições que deram para o setor, como Pedro Secemski, Lourival Iervolino, Plínio Machado, Simão Brayer, José Gabrielense Gomes Duarte, Ciro Batelli, Marcelo Costa Fortunato, Gilberto Azevedo, Alexandre Araújo e banqueiros do jogo do bicho.

As apostas no Brasil não começaram depois da edição da Lei 13.756/18, que legalizou as apostas de quota fixa, mas há muitos anos e esses atores trabalharam para que chegássemos aos dias de hoje.

 

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