Bets mobilizam reação política para barrar aumento de impostos no Congresso

Apostas I 07.11.25

Por: Magno José

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Cobrança de impostos retroativos das bets: insegurança jurídica e conflito com princípios norteadores do direito tributário
Quatro frentes legislativas avançam para elevar impostos e rever incentivos; proposta no Senado foi retirada de pauta após pressão das empresas

O setor de apostas esportivas vive um de seus maiores testes políticos desde a regulamentação das bets, em janeiro, com quatro frentes legislativas que miram o aumento de impostos e a revisão de incentivos fiscais, revela nota de o PlatôBR no Estado de Minas.

Na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, o projeto de Renan Calheiros, relatado por Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, que dobrava a alíquota das bets de 12% para 24%, foi retirado de pauta após intensa articulação do setor com senadores.

Renan e Braga pediram um dia de pausa para tentar costurar acordo, mas, diante da resistência, a votação acabou adiada novamente por pedido de vista coletiva e não voltou à pauta nesta semana.

As entidades do setor têm atuado para moldar os textos e evitar o aumento de carga tributária. Argumentam que elevar impostos só ampliaria o mercado ilegal de apostas.

Enquanto isso, tramitam outras propostas. Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, tenta dobrar a tributação sobre a receita bruta das empresas. José Guimarães, líder do governo, propõe reduzir em 10% os benefícios fiscais federais na área de apostas esportivas.

Além disso, como já adiantou a coluna, a Subcomissão de Apostas prepara outro texto que também mira aumento de taxação e destinação social dos recursos.

Diante do avanço desses projetos, as empresas de apostas intensificaram reuniões com parlamentares e assessores para tentar atenuar os efeitos das duas propostas apresentadas pelos deputados petistas e acompanhar de perto as discussões na subcomissão.

 

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