Ministra do STF rejeita pedido de liberdade de Karol Digital em caso de apostas ilegais

Blog do Editor I 13.11.25

Por: Magno José

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Influencer do Tigrinho recrutou 70 blogueiros para divulgar bets
Conhecida como Karol Digital, a mulher é suspeita de ter movimentado mais de R$ 217 milhões em apenas cinco anos, com ganhos ilegais (Foto: Divulgação)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o recurso apresentado pela influenciadora Karol Digital, seu namorado Dhemerson Rezende Costa e sua mãe Maria Luzia Campos de Miranda contra suas prisões preventivas. A decisão foi tomada nesta terça-feira (11) e mantém a continuidade das investigações sobre um esquema de jogos de azar e lavagem de dinheiro no Tocantins.

O trio apresentou uma reclamação constitucional ao STF questionando a legalidade das investigações conduzidas pela Polícia Civil do Tocantins. Segundo informações do Portal o Norte, a defesa argumentou que as autoridades policiais teriam prosseguido com diligências consideradas irregulares mesmo após o oferecimento da denúncia.

Na análise do caso, a ministra não identificou violações ao direito de defesa dos investigados. “As autoridades demonstraram ter sido franqueado o acesso do inquérito policial e da ação penal à defesa dos reclamantes”, escreveu Cármen Lúcia em sua decisão. Ela também ressaltou que “A reclamação não tem a finalidade de reexaminar o conteúdo de atos judiciais já fundamentados”.

Os advogados dos acusados alegaram não ter tido acesso integral aos autos do inquérito, o que violaria a Súmula Vinculante nº 14 do STF. No entanto, informações da 1ª Vara Criminal de Araguaína e da Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC) contradisseram essa alegação, mostrando que a defesa teve acesso regular ao processo.

Nos últimos dias, o sistema do STF registrou várias movimentações na Reclamação 86.837, que tramita sob segredo de Justiça. Entre os dias 4 e 6 de novembro, foram expedidos ofícios eletrônicos para o juiz da 1ª Vara Criminal de Araguaína e para a DEIC de Palmas, em cumprimento ao despacho da ministra.

O esquema investigado pela Polícia Civil em parceria com o Ministério Público do Tocantins teria movimentado R$ 217 milhões através de plataformas de apostas online. Segundo as autoridades, o grupo utilizava empresas de fachada e pessoas físicas como “laranjas” para movimentar os valores obtidos ilegalmente.

A influenciadora Karol Digital está presa desde 22 de agosto, quando foi detida durante a Operação Fraus. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Tocantins em conjunto com o Ministério da Justiça. O grupo é acusado de criar plataformas de apostas conhecidas como “Tigrinho”, usadas para atrair jogadores e movimentar grandes quantias.

Em decisão de 3 de novembro, Carmen Lucia havia determinado que as autoridades prestassem informações em até 48 horas sobre o andamento do inquérito que fundamenta a prisão dos acusados. Registros do STF mostram que três comunicações — os ofícios nº 23232, 23237 e 23349/2025 — foram assinadas e enviadas entre os dias 4 e 5 de novembro.

As acusações contra o trio incluem lavagem de dinheiro, exploração de jogos de azar pela internet, associação criminosa e fraudes bancárias. De acordo com o Ministério Público, o grupo simulava ganhos em apostas em jogos de azar online para atrair jogadores, movimentando mais de R$ 200 milhões em contas pessoais e empresariais. Com a decisão da ministra, as investigações seguirão sendo conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público estadual.

 

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