Idosa evangélica seleciona números vencedores da Mega da Virada e deixa de ganhar R$ 181 milhões

Uma carioca de 83 anos, moradora de Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio de Janeiro, afirma ter selecionado os seis números sorteados na Mega da Virada de 2025, mas não realizou a aposta por seguir princípios religiosos evangélicos. O caso veio à tona neste domingo (11), quando familiares divulgaram que a senhora teria deixado de receber R$ 181 milhões, valor líquido distribuído aos ganhadores do concurso.
A história circula entre parentes e amigos desde o início de janeiro de 2026. Segundo relato de uma das noras, a matriarca costumava apostar em loterias e no jogo do bicho por muitos anos, tendo inclusive obtido ganhos que ajudavam nas despesas da família.
Conforme noticiado por Ancelmo Gois no Globo Online, este hábito foi interrompido após sua conversão à religião evangélica, assim como a de seus filhos. Algumas denominações evangélicas possuem posicionamento contrário a jogos de azar, o que a levou a abandonar as apostas.
Em dezembro de 2025, dias antes do tradicional sorteio realizado em 31 de dezembro, a idosa diz ter “sentido” a força de alguns números. Torcedora de futebol, ela escolheu os números 9, 13 e 21, correspondentes às camisas dos jogadores do Flamengo: Pedro, Danilo e Jorginho.
A tentativa de transformar seu palpite em aposta oficial encontrou barreiras. Uma das filhas negou-se a fazer o jogo por convicções religiosas. A outra filha, que poderia ter realizado a aposta, retornou de viagem apenas em 30 de dezembro. Embora esta tenha concordado em fazer a “fézinha”, a senhora não localizou o papel com os números anotados.
Durante o sorteio, ao identificar o número 59 entre os sorteados, a idosa pensou: “Eu marquei o 59. Acho que acertei esse”. Após horas de busca, encontrou o papel “rasgadinho” com os números que havia escolhido: “59 – 21 – 13 – 33 – 09 – 32”, exatamente os mesmos do sorteio vencedor.
No mesmo papel onde anotou os números da Mega, também havia registros para o jogo do bicho, segundo informações dos familiares.
A veracidade do relato divide opiniões entre os parentes, com alguns demonstrando dúvidas sobre se a idosa realmente escolheu os números antes do sorteio.


