Lotérica de Socorro do Piauí fecha após gerente causar prejuízo de R$ 95 mil

A única lotérica de Socorro do Piauí encerrou suas atividades após a descoberta de um déficit de R$ 95 mil nas contas do estabelecimento. O fechamento ocorreu em 21 de janeiro de 2026, afetando os 4,1 mil habitantes do município localizado no sul do estado, que agora precisam se deslocar para cidades vizinhas para acessar serviços bancários.
O problema financeiro foi identificado quando as proprietárias do estabelecimento, Jessica e sua mãe, solicitaram uma auditoria nas contas da lotérica. A verificação confirmou o desvio de recursos durante a gestão de D.S.S.A., pai de Jessica e ex-marido da mãe dela.
“Pedimos uma auditoria e descobrimos que ele tinha deixado um rombo de 95 mil reais na Caixa. Agora a loteria teve que ser fechada”, explicou Jessica ao Portal R10.
Notificação da Caixa e encerramento das operações
As proprietárias foram notificadas pela Caixa Econômica Federal em 20 de janeiro sobre a impossibilidade de manter o sistema operacional com a dívida pendente. O fechamento definitivo aconteceu no dia seguinte.
Jessica informou que a lotérica permaneceu aberta até janeiro por uma decisão da Caixa. “A lotérica ia ser fechada no final do ano, mas por conta da Mega da Virada, o gerente da Caixa achou melhor não fechar para não prejudicar o povo”, disse.
Impacto para a população local
O estabelecimento era o único ponto de atendimento da Caixa Econômica Federal na cidade, utilizado principalmente para o recebimento de benefícios sociais. A ausência desse serviço obriga os moradores a buscarem alternativas em municípios vizinhos.
“Muitos não têm como se deslocar para outra cidade para acessar os serviços”, destacou Jessica sobre as dificuldades enfrentadas pela população.
Medidas após o fechamento
D.S.S.A. havia sido contratado para gerenciar o negócio após um período de desemprego, segundo relatado pelas proprietárias. Após tentativas frustradas de resolução amigável, Jessica informou que registrará um boletim de ocorrência contra o ex-gerente.
“Temos provas documentadas, áudios, tudo que comprova as irregularidades”, afirmou Jessica sobre as evidências do desvio financeiro.
Não foram divulgadas informações sobre possíveis investigações policiais em andamento ou se o gerente apresentou justificativas específicas para o déficit nas contas.


