Justiça nega gratuidade a mulher que apostava em jogos de azar em Piracicaba

Apostas I 02.02.26

Por: Magno José

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Magistrada da 6ª Vara Cível indeferiu pedido após análise de extrato bancário revelar movimentações em apostas, contradizendo alegação de impossibilidade financeira da devedora

A 6ª Vara Cível de Piracicaba negou pedido de gratuidade de Justiça a uma mulher que buscava isenção de custas em processo de execução de dívida. A decisão foi tomada na terça-feira (27/1) após a análise do extrato bancário da requerente revelar movimentações financeiras em apostas de jogos de azar.

A juíza responsável entendeu que a existência de recursos para realizar apostas demonstra capacidade financeira para arcar com as taxas judiciais. O benefício da assistência judiciária deve ser concedido apenas a quem comprovadamente não possui condições de pagar os custos processuais sem prejudicar sua subsistência. Segundo informações do portal Direito Real, especializado em notícias jurídicas, casos como este têm se tornado mais frequentes nos tribunais brasileiros.

Contradição entre alegações e movimentações financeiras

O indeferimento ocorreu porque a movimentação financeira da mulher em jogos de azar contradiz a alegação de impossibilidade de pagar as despesas processuais. A requerente havia solicitado o benefício afirmando não ter condições de arcar com as custas do processo e honorários advocatícios sem comprometer seu sustento e o de sua família.

A mulher é parte em um processo de execução de dívida movido por uma instituição bancária. Ela figura como devedora na ação judicial, após ter deixado de pagar um empréstimo contratado anteriormente.

Detalhes do empréstimo e tramitação do processo

A devedora havia contratado um empréstimo no valor de R$ 41 mil para renegociar dívidas anteriores, comprometendo-se a quitar o montante em 60 parcelas. Diante do atraso no pagamento, o banco credor ingressou com ação judicial para cobrar o valor devido.

O processo foi protocolado em 27 de janeiro e continua em tramitação na 6ª Vara Cível da Comarca de Piracicaba, no interior de São Paulo. Não há informações sobre o montante exato das apostas realizadas pela mulher ou sobre o valor atual da dívida em execução.

Impactos da decisão

O processo de execução de dívida seguirá seu curso normal, agora com a obrigação de que a devedora arque com as custas processuais e eventuais honorários advocatícios. A decisão também pode impactar o trabalho dos advogados que atuam em Direito Civil, especialmente em casos de execução de dívidas.

A determinação judicial reforça a necessidade de fundamentação detalhada ao requerer justiça gratuita, destacando que profissionais que atuam em demandas cíveis e bancárias precisarão estar atentos à análise criteriosa de extratos bancários em casos semelhantes.

 

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