Cassino de Las Vegas cobra US$ 2,6 mi de 4 ex-jogadores argentinos por dívidas

Blog do Editor I 26.04.26

Por: Magno José

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Cassino de Las Vegas cobra US$ 2,6 mi de 4 ex-jogadores argentinos por dívidas
Resorts World processa Sergio Zárate, Norberto Ortega Sánchez, Sergio Berti e José Flores por inadimplência em títulos de crédito emitidos para apostas no estabelecimento (Foto: Divulgação)

Resorts World processa Sergio Zárate, Norberto Ortega Sánchez, Sergio Berti e José Flores por inadimplência em títulos de crédito emitidos para apostas no estabelecimento

Quatro ex-jogadores argentinos são alvos de ação judicial movida pelo Resorts World Las Vegas por inadimplência em títulos de crédito para jogos de azar. O cassino cobra de Sergio “Ratón” Zárate, Norberto Ortega Sánchez, Sergio “La Bruja” Berti e José “Turu” Flores um montante superior a US$ 2,6 milhões. O processo foi divulgado nesta quarta-feira (23/4).

Os atletas deixaram de pagar títulos emitidos para apostas no estabelecimento localizado em Las Vegas, nos Estados Unidos. O cassino identificou a inadimplência ao tentar receber os valores. As informações foram publicadas pelo jornal La Nación.

Os títulos de crédito funcionam como cheques específicos para atividades de apostas. O estabelecimento detectou o não pagamento durante a cobrança dos montantes devidos.

Esquema operado por agente

Os ex-jogadores teriam sido vítimas de operação conduzida pelo agente Maximiliano Palermo. Palermo convidava jogadores, jornalistas e apostadores para Las Vegas. O agente arcava com despesas de passagens e hospedagem para que participassem de jogos nos cassinos da cidade. Ele receberia comissões calculadas sobre as perdas dos jogadores.

Palermo transportava até 400 pessoas mensalmente para os Estados Unidos. Lá, disponibilizava crédito para apostas e garantia que assumiria as dívidas geradas. As vítimas também recebiam bônus proporcionais ao volume apostado. Um aporte de meio milhão de dólares poderia gerar bônus de até US$ 10 mil.

O jornalista argentino Enrique Felman foi preso no ano passado pelo mesmo motivo. Ele relatou ao La Nación: “Eles nos deram as fichas e nos fizeram assinar um documento. Disseram: ‘Não se preocupem, se perderem, nós devolvemos o dinheiro para vocês pagarem ao cassino'”.

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Valores cobrados

Sergio “Ratón” Zárate responde pela maior dívida individual. O cassino cobra dele um milhão de dólares distribuídos em quatro títulos de US$ 250 mil cada. Zárate atuou pelo Necaxa e América do México entre 1995 e 1999.

Norberto Ortega Sánchez acumula débito de US$ 625 mil divididos em dois títulos. Um deles é de meio milhão de dólares e o outro de US$ 125 mil. O meio-campista é ídolo do San Lorenzo e passou por diversos clubes argentinos.

Sergio “La Bruja” Berti é processado por meio milhão de dólares. O valor está dividido em duas promissórias emitidas em abril de 2025. Uma delas é de US$ 125 mil e a outra de US$ 375 mil. Berti foi meio-campista do River Plate comandado por Ramón Díaz e convocado para a Copa do Mundo de 1998. Ramón Díaz comandou Vasco, Botafogo, Corinthians e Internacional no Brasil.

José “Turu” Flores é processado por uma única nota promissória de meio milhão de dólares. A nota também data de abril de 2025. Flores foi atacante argentino e um dos principais jogadores do Vélez Sarsfield que venceu o São Paulo na final da Libertadores de 1994. O Vélez, comandado por Carlos Bianchi, também conquistou o Mundial daquele ano contra o Milan.

A mídia argentina denomina o caso como “escândalo dos cassinos”. O caso envolve Berti, Turu, Sánchez e Zárate como parte do esquema perpetrado pelo agente Maximiliano Palermo.

Caso não paguem os valores devidos, os ex-jogadores podem ter seus bens apreendidos. Se retornarem aos Estados Unidos, correm risco de prisão.

 

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