Lula aposta que Congresso não reverte MP contra bets no Brasil

Apostas I 02.10.26

Por: Magno José

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Lula aposta que Congresso não reverte MP contra bets no Brasil
Presidente afirmou que proibiu jogos on-line após conhecer casos de vício e endividamento, mas admite que medida não é solução definitiva (Reprodução/Flow Podcast no YouTube)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (1º/10), que o Congresso Nacional não deve reverter a medida provisória que proibiu as bets no Brasil. A declaração foi dada durante entrevista ao Flow Podcast.

Segundo apuração da Folha de S.Paulo, Lula editou a MP na sexta-feira (25/9), nove dias antes do primeiro turno da eleição presidencial. Por se tratar de medida provisória, a proibição tem validade de 120 dias e precisa ser aprovada pelo Congresso para se tornar lei permanente.

“Duvido que o Congresso tenha coragem de acabar com ela. Mesmo alguns que são sócios de tigrinho”, disse o presidente. “Essa é uma briga boa.”

Lula afirmou que decidiu pela proibição após conversar com pessoas que desenvolveram vício em apostas e se endividaram com as plataformas. O presidente admitiu não ter dimensionado a extensão do problema antes dessas conversas.

“Eu não tinha noção da gravidade do problema. Eu suspeitava, mas não tinha noção. E pelo fato da gente ter eleições, é que eu acabei mesmo, porque se eu não acabo e eu não ganho as eleições, jamais ia acabar”, declarou na entrevista.

O presidente reconheceu, no entanto, que a MP não representa solução definitiva. “Cada vez que você regula, aparece mais uma (bet) ilegal”, disse Lula.

Lula afirmou que sabia que enfrentaria críticas de influenciadores ligados ao setor e negou ter adotado a medida para obter votos.

“Não tem nenhuma prova de que isso [acabar com as bets] me deu voto até agora. A única questão é a seguinte: eu tomei a decisão de não permitir que o povo pobre seja extorquido, vendendo o dinheiro do feijão do filho, do leite do filho, do pão do filho, para jogar”, afirmou.

O presidente também reconheceu que a proximidade da eleição pesou na decisão de implementar a medida naquele momento. “E pelo fato da gente ter eleição é que eu acabei mesmo. Porque se não acabo e não ganho as eleições, jamais ia acabar”, declarou.

 


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