Painel da SOFTSWISS: o verdadeiro custo de entrar no mercado africano de iGaming vai além da licença

BNL I 09.10.26

Por: Magno José

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Painel da SOFTSWISS: o verdadeiro custo de entrar no mercado africano de iGaming vai além da licença
Os participantes concordaram que a África é um continente formado por mercados distintos

A SOFTSWISS, parceira estratégica global de tecnologia para operadores de iGaming, realizou o painel ao vivo no LinkedIn “Não é uma aposta barata: a economia do lançamento no mercado africano de iGaming”. A sessão reuniu o Regulador Econômico de Mpumalanga, a operadora Jabula Bets, a consultoria Legends Gaming and Management Solutions e a SOFTSWISS para analisar, na prática, os custos de entrada no mercado, tendo a África do Sul como principal estudo de caso.

Os participantes concordaram que a África é um continente formado por mercados distintos. A África reúne 54 países, que diferem quanto às regras de licenciamento, aos requisitos de combate à lavagem de dinheiro e aos hábitos dos jogadores. Os pagamentos deixam essa diferença evidente: o dinheiro móvel predomina no Quênia; os jogadores sul-africanos usam vouchers, transferências eletrônicas de fundos e cartões; enquanto outros mercados dependem de USSD e redes de agentes. Uma operadora pode utilizar uma única plataforma em vários países, mas ainda precisa de uma abordagem de conformidade específica para cada um deles. O conteúdo dos jogos também deve ser adaptado a cada público local.

A África do Sul mostrou quanto trabalho existe além da licença. As operadoras solicitam autorização província por província, e cada uma das nove autoridades provinciais segue seu próprio processo. A aprovação pode levar três, seis ou 12 meses, dependendo da província e da complexidade do pedido. Em seguida, os produtos precisam ser certificados por um laboratório de testes e pelo South African Bureau of Standards (SABS). As plataformas também devem produzir 21 relatórios regulatórios específicos do mercado. Algumas operadoras licenciadas há mais de um ano ainda não iniciaram suas atividades porque seus softwares exigiram desenvolvimento adicional.

“O conteúdo local é crucial. Se você quiser operar no Quênia, terá um conjunto de fornecedores de jogos diferente daquele disponível na África Ocidental ou na África do Sul. Portanto, para nós, como provedores de plataforma e de agregação, é fundamental oferecer aos clientes conteúdo adequado às suas necessidades e aos seus mercados. Não temos uma única oferta para todos. Ela é completamente personalizada”, afirmou Mariia Halaida, Diretora de Desenvolvimento de Negócios na África da SOFTSWISS.

O licenciamento em si é um dos menores custos de lançamento. A maior parte dos gastos destina-se à localização, à certificação, à constituição de uma empresa local e à contratação de funcionários, aos requisitos de Broad-Based Black Economic Empowerment (BEE), à tecnologia, aos pagamentos e ao marketing. Muitas operadoras elaboram o orçamento para uma plataforma capaz de ser lançada, e não para uma que funcione bem com volumes reais de jogadores. O marketing exige investimento contínuo para competir com marcas locais consolidadas. Uma plataforma lenta, um depósito malsucedido ou um atendimento ruim ao cliente pode desperdiçar esse investimento: a operadora paga para atrair um jogador que, em seguida, encontra um problema.

As orientações práticas concentraram-se na preparação. As operadoras devem primeiro desenvolver uma estratégia de negócios e, depois, comparar os mercados com base nela. Os participantes recomendaram um estudo completo de viabilidade, conversas com pessoas que atuam localmente, uma diligência prévia sobre cada parceiro e o envolvimento antecipado de um parceiro local e de um laboratório de testes. Quanto à tecnologia, desenvolver uma plataforma internamente pode se transformar em um projeto de vários anos e de vários milhões, por isso muitas operadoras optam por um fornecedor experiente.

“Para as operadoras internacionais, não venham para a África do Sul simplesmente porque o mercado está crescendo. Venham porque compreendem o mercado, o ambiente regulatório, o consumidor e a economia — e porque estão preparadas para investir no longo prazo”, afirmou Vusi Mtsweni, CEO do Regulador Econômico de Mpumalanga.

 


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