MP proíbe apostas e IBIA vê desmonte em combate à manipulação de resultados

Apostas I 14.10.26

Por: Magno José

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IBIA lança a Missão 2030, uma nova estratégia global para proteger as apostas esportivas
Entidade alerta para “apagão de dados” e migração de R$ 25 bi para sites ilegais após fim da regulação de quota fixa no Brasil

Uma Medida Provisória publicada nesta quinta-feira (25/9) proibiu as apostas de quota fixa no Brasil e, segundo a International Betting Integrity Association (IBIA), provocou o desmonte imediato da infraestrutura de combate à manipulação de resultados esportivos no país. O alerta consta em relatório técnico da entidade, obtido por Diogo Dantas no Globo Online.

A IBIA é uma organização global sem fins lucrativos mantida por mais de 90 operadoras licenciadas. Ela monitora mais de 1,5 milhão de eventos esportivos por ano. Para a entidade, a extinção das autorizações federais e a interrupção do modelo regulado desfazem os instrumentos de fiscalização coordenados pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA/MF), gerando um “apagão de dados” justamente quando o ecossistema brasileiro de integridade atingia seu maior nível de precisão diagnóstica.

O relatório destaca ainda que a proibição não elimina a demanda dos apostadores. Com base em projeções da consultoria H2 Gambling Capital, a IBIA estima que cerca de R$ 25 bilhões em volume de apostas devem migrar para plataformas ilícitas e sem licença.

Alertas cresceram com a regulação

A entidade aponta que o aumento no número de alertas de apostas suspeitas registrado em 2025 não indicava expansão da corrupção, mas a eficiência dos novos mecanismos de detecção exigidos das empresas licenciadas.

No período sem regras federais, entre 2021 e 2024, o Brasil registrou uma média de 11 alertas por ano; 11 em 2021, 14 em 2022, 11 em 2023 e 7 em 2024. No primeiro ano de operação licenciada, com verificação obrigatória de identidade por reconhecimento facial (KYC), obrigatoriedade de comunicação de suspeitas à SPA/MF e integração com órgãos internacionais de monitoramento, esse número saltou para 25, segundo a IBIA.

Futebol concentra a maioria dos casos

No acumulado de 2021 a 2025, o futebol respondeu por 51 dos 68 alertas registrados no Brasil. Os demais se distribuíram entre:

⇒ Basquete: 6 alertas;

⇒ Tênis: 6 alertas;

⇒ Futsal: 1 alerta;

⇒ Sinuca: 1 alerta;

⇒ Tênis de mesa: 1 alerta;

⇒ Vôlei: 1 alerta;

⇒ Vôlei de praia: 1 alerta.

 

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